Num contexto cada dia mais repleto de corrupção de valores e relativismo moral, de manifestação de seus mais volta a circular nas redes sociais e taxado de “incrível” ou “curiosidade”, a performance da artista (?) iugoslava Marina Abramovic que, na década de 70 ganhou notoriedade com a experiência de se deixar usar como objeto dos mais animalescos impulsos da humanidade. O perigo da interpretação é a apresentação do homem como animal em situações oportunas de seus mais baixos instintos, negando por assim dizer a máxima iluminista kantiana do imperativo categórico. Um equívoco interpretativo bem à moda da tradição barroquista da esquerda de que “a ocasião faz o ladrão”, desculpando-se o estado de pecado original do homem como reza a tradição judaico-cristã.

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