Artigo – Da Gazeta do Povo: O que de fato está em jogo nas eleições presidenciais, por Pedro Jobim

Ótimo artigo do economista Pedro Jobim. Todavia, é oportuno alertar que se trata de mais um economista liberal falando para liberais sobre outro brilhante economista liberal. O problema não é a receita econômica, sempre razoável mas sem a emoção barroca e romântica das esquerdas. O problemas não é a receita moral pois estamos todos fartos do gramscismo com ou sem consciência do mesmo! O problema não são os artistas que são apenas bobos da corte. Nem a academia que depende toda do Estado. Nem o judiciário que, se enquadrado, endireita pro conservador que sempre foi e será! O problema é de cultura da elite brasileira, do imaginário habitado nas suas mentes, sobretudo de alta cultura de cidadania turbinada pela mídia cotidianamente, pela fina flor de nossos jornalistas. Não basta bradar, como o articulista fez, abaixo Paulo Freire, Gramsci ou Marx! Tem que ter uma receita cultural latu sensu contra a corrupção dos valores de que é feito este imaginário esquerdista reproduzido pelos jornalistas desde os anos 50, nascido com a própria mídia de massa no Brasil e sem a necessária dialética da inteligencia nacional dos anos 30! No mundo desenvolvido todo um cidadão comum fala com razoabilidade na mídia sobre um assunto que domina profissionalmente por que tem fortes referências liberais e conservadoras temperando a voga esquerdista na sua cultura que foi alternativamente clássica e barroca durante séculos. No Brasil só temos barroquistas, românticos e esquerdistas.  Quando iniciei a campanha dos Agentes de Cidadania nas redes sociais, pretendi também mandar um recado à grande mídia sobre a urgência de construirmos, sobretudo para as elites leitoras da mídia impressa ou dos canais de jornalismo da mídia de assinatura, um novo imaginário sem o qual não se resgata ou sequer decola propostas conservadoras de um Bolsonaro nem tampouco social-liberais de um Paulo Guedes.  Pois as elites ainda procuram uma solução “centrista”, tradição conservadora dissimulada no Brasil, e desde que social-alguma-coisa! Pois sempre fomos pão de queijo, nem só pão, nem só queijo, mas nunca pão-pão, queijo-queijo. Portanto, a única alternativa é recrutá-la para estes vídeos-depoimentos na mídia, como fazemos com os Agentes de Cidadania nas redes sociais, pois ela mesma mudará o paradigma do efeitismo barroco para a razoabilidade classicista na hora em que tiver de gravar um vídeo de 30 segundos apresentando um problema de política pública na sua área de competência e tiver de fazer uma proposta de solução razoável. Seria a superação do Cidadão desejante do povão pelo cidadão participante das elites. Não se trataria mais do país que desejo no futuro, mas do país que eu construo no presente! Fodam-se os políticos profissionais. Os verdadeiros políticos somos nós, os cidadãos comuns participantes que todos teremos o maior orgulho de ser. Veja o artigo anexo e tire suas próprias conclusões.

http://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/o-que-de-fato-esta-em-jogo-nas-eleicoes-presidenciais-de-2018-0n4elemb2j5z2du81dl41tonc

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