É na república que chegamos ao auge a crise de valores morais que a cultura barroquista nacional acumulou desde a Colônia.  A propósito deste célebre pronunciamento de Lord Bertrand Russel sobre o que gostaria de transmitir às futuras gerações, podemos entender o valor da sabedoria e da tolerância contra a nossa vã pretensão voluntarista. Assim como o verdadeiro sentido do amor, que os positivistas de nossa república farsante fizeram questão de excluir da bandeira. Pois não entenderam o sentido clássico do amor como justiça, como o ágape devido ao povo pelos seus verdadeiros líderes. Nada mais apropriado para a omissão de verdadeiras elites do Brasil de hoje, onde todos parecem querer impor a irracionalidade de que todos podem enganar a todos durante todo o tempo, parodiando o célebre preceito de Abraham Lincoln. Onde teremos, queiramos ou não, de enfrentar a realidade de que os pretensos direitos, que na verdade são privilégios absurdos, não cabem em nenhum orçamento público. Quanto mais numa constituição que mais parece vilã do que cidadã.

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