Pinacoteca

Recebemos do cidadão morador de
São Paulo capital Marcos de Araujo
Cesaretti cópia da mensagem encaminhada
à Secretaria de Cultura do Estado
de São Paulo. Marcos relata o episódio
de um insulto de que foi vítima
por parte de um funcionário da
Pinacoteca do Estado e cita em sua reclamação
os artigos do Novo Código Civil
e do Código de Defesa do Consumidor.
Estende sua reclamação não
apenas à Pinacoteca e à
Secretaria de Cultura, mas ao Idec, Instituto
de Defesa do Consumidor, à ouvidoria
do Procon, ao Sindicato dos Artistas e
outros órgãos, exigindo
um pedido formal de desculpas do funcionário
que lhe insultou, sua punição
administrativa e uma indenização
por injúria que seria revertida
para o Fome Zero.

Não sabemos se passados esses meses
do ocorrido, a Pinacoteca reparou o dano
causado a Marcos por seu funcionário
injuriante. Entramos em contato telefônico
com sua residência, quando sua mãe
nos disse que ele estava ausente e que
não sabia do desfecho do caso.
Mas, de qualquer forma, fica desse episódio
duas lições para todos os
demais cidadãos.

A primeira é a de que devemos conhecer
e respeitar nossos códigos civis
coletivos, citando os artigos a que se
referem as transgressões de que
julgamos ser vítimas, como fez
exemplarmente Marcos Cesaretti. Pode ser
chato ter de ler as leis e os códigos,
recorrer aos órgãos de defesa
da cidadania, mas lamentamos dizer que
não há outro caminho para
se resgatar a dignidade da pessoa humana.

A segunda lição é
a de que sempre vale a pena reclamar,
desde que tenhamos certeza de que estejamos
dentro da lei. Mesmo que o desfecho não
venha a ser favorável a nosso pleito,
mesmo que um juiz entenda que a reparação
de um dano por nós sofrido não
é exatamente aquela que sonhávamos.
Pois o que está em jogo é
o resgate do maior valor que temos em
vida que é a nossa dignidade de
ser um cidadão de bem. E o incentivo
que a publicidade e exemplaridade da pena
proporcionam para os demais cidadãos.

Um cidadão exemplar não
se limita a cumprir a lei, mas sobretudo
exige publicamente que os demais cidadãos
a cumpram também. E, para dar publicidade
à boa conduta de cidadania, é
que serve o nosso site. Através
do qual parabenizamos neste momento Marcos
Cesaretti, bem como solicitamos que nos
atualize quanto ao ocorrido, ao mesmo
tempo em que indagamos das nossas autoridades
e políticos no poder: por que é
tão difícil para vocês
um simples pedido de desculpas? Se o bom
cidadão vive todo dia a pedir mil
desculpas por transtornos que inadvertidamente
causa a seu semelhante, nem que seja um
simples esbarrão de rua, com muito
mais razão deveriam nossos governantes
dar o exemplo e pedir desculpas públicas
por quaisquer omissões, desatenções
e desacatos de qualquer agente do serviço
público. Por que não? Com
a palavra, a voz do cidadão!

Categoria:

Editorial

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