Pois o delito não é a realidade da “performance” dos dois atores introduzindo o dedo no ânus e mijando na cabeça do outro. Mais uma vez a doença do barroquismo em transformar a realidade em figuras retóricas: no caso o velho eufemismo de tratar como “arte” o que é simples atentado ao pudor. Pior: o delito não é o real, mas sua transmissão nas redes sociais, o barroquista recurso de fazer da representação do fato o fato real em si e de tratar o fato real em si como se fosse apenas representação. Relativismo moral inaugurado pela torção e distorção barroquistas e sua capacidade infinda de escamotear a realidade e não dar o nome aos bois.

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