Arlete de Andrade

Recebemos duas mensagens da cidadã
contribuinte, eleitora e moradora de Vila
Isabel, no Rio de Janeiro, a pedagoga Arlete
de Andrade. E vamos logo nos adiantando
em pedir desculpas a Arlete pela demora.
Estamos em falta com ela e acreditamos que
também com muitos outros cidadãos
colaboradores aqui da Voz do Cidadão
pela mais absoluta falta de tempo em responder
tantas contribuições, relatos
de cidadania exemplar, assinantes de manifestos,
propostas de novas enquetes, opiniões
para nosso mural, bem como os mais variados
registros de protestos e dicas de cidadania.

Mas devagar a gente chega lá! Valeu
a paciência, Arlete, pois preferimos
responder a todos pessoalmente! Ainda mais
quando é expressa uma opinião
sobre tema tão importante quanto
a educação, como no caso de
Arlete, que defende a taxação
da universidade pública para os filhos
dos mais abastados, como meio de financiar
a melhoria do ensino público fundamental
dos mais pobres.

Pois, no sistema atual, os filhos dos menos
favorecidos acabam por cursar a universidade
privada exatamente por que não tiveram
uma escola de boa qualidade que lhes permitisse
competir em pé de igualdade com os
filhos dos mais favorecidos. O que acaba
sendo duplamente injusto e perverso na perpetuação
da desigualdade de oportunidades.

Concordamos com Arlete e com todos os demais
cidadãos exemplares que já
participaram desse debate sobre os melhores
e mais justos critérios de cotas
de acesso às universidades públicas.
E a grande maioria defende mais um critério
social e de renda para o acesso do que um
critério simplesmente étnico
ou racial.

Mas o importante, Arlete, é continuarmos
nos organizando em associações
de moradores e de eleitores para vigiar
os votos de nossos representantes legisladores.
E, nesse sentido, sua contribuição
para enriquecer mais o nosso debate é
fundamental. Você, Arlete, seguramente
já faz parte de nossa galeria de
cidadãos exemplares e colaboradores
aqui de nosso site.

Categoria:

Editorial

Deixe uma resposta