São duas horas de entrevista que a Veja resolveu “editar” em 4 páginas. Sem reproduzir, é claro, a dura reprimenda que o filósofo fez da linha editorial da revista. Mesmo assim, a entrevista, ao contrário da matéria de capa dá bem a ideia de que o governo Bolsonaro será um marco, não apenas de novas políticas, mas de uma mudança de paradigma cultural nunca antes presenciada no Brasil.

Trata-se de um preâmbulo da renhida guerra cultural que nossas elites terão de enfrentar entre suas escolhas entre o universo de valores barroquistas e iluministas. Guerra que a grande mídia está perdendo por falta de inteligência do que está ocorrendo com o fenômeno Bolsonaro.

Porque os jornalistas em geral odeiam OC e particularmente os do Globo e da Veja como a capa desta semana demonstra. O que evidencia que a guerra cultural não será decisiva apenas para o sucesso político do governo de direita no Brasil, mas para seu próprio desenvolvimento civilizatório. E a denúncia do barroquismo que fazemos é uma estratégia de subir o nível do debate do esquerdismo contra “a extrema direita”.

Caso não possa acompanhar a entrevista que trata de pontos fundamentais para a compreensão do cenário cultural brasileiro que determina a política e a economia, não caia na xaropada dos “analistas políticos” de plantão. Veja ao menos a aulinha do curso de filosofia que OC disponibilizou para os jornalistas: https://www.youtube.com/watch?v=26hOf3YFP1E&feature=youtu.be

 

 

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