barroco – A Voz do Cidadão https://www.avozdocidadao.com.br Instituto de Cultura de Cidadania Thu, 04 Mar 2021 19:20:49 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.2.11 Arte Ariana de Suassuna: – Saudades dessa rara inteligência de nossas luzes renascentistas! https://www.avozdocidadao.com.br/arte-ariana-de-suassuna-saudades-dessa-rara-inteligencia-de-nossas-luzes-renascentistas/ https://www.avozdocidadao.com.br/arte-ariana-de-suassuna-saudades-dessa-rara-inteligencia-de-nossas-luzes-renascentistas/#respond Thu, 04 Mar 2021 19:07:45 +0000 https://www.avozdocidadao.com.br/?p=39918 Pena que o mestre não deslinda o nome do poeta paraibano. Se alguém souber, favor enviar carta para esta redação!
Mas o que importa mesmo é o insuperável barroco brasileiro das artes e das letras transbordando para corações, mentes e condutas! Transbordado para nossos costumes, o que acaba por desandar o sentido e a moral da vida social. Pelos desígnios de Deus, sim, mas pelas artimanhas de todos nós! Sobretudo de nossas elites, se é que existem, ou são a própria encarnação do Capeta!
A praga do COVID foi igual para todos os povos, como a Fortuna de Machiavel! Mas nós padecemos de uma praga sobre outra praga! Nossos governantes são de longe os mais desprovidos de Virtù! Sinistros ministros, tratantes e venais governantes brincando com a vida de todos nós! Desviando verbas de repasses federais da saúde para fazer marketing eleitoral aos pés das milhares de covas de todos nós!
Está mais do que na hora de entender como podemos, enfim, entrar no Iluminismo pelo esgotamento tardio de nosso resiliente barroquismo que tudo torce, retorce, contorce e distorce!
https://youtu.be/Beq961fusnk

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Alta cultura – animação das master pieces do Prado, numa homenagem do El País https://www.avozdocidadao.com.br/alta-cultura-animacao-das-master-pieces-do-prado-numa-homenagem-do-el-pais/ https://www.avozdocidadao.com.br/alta-cultura-animacao-das-master-pieces-do-prado-numa-homenagem-do-el-pais/#respond Fri, 20 Dec 2019 12:24:21 +0000 https://www.avozdocidadao.com.br/?p=39708 O Museu do Prado, o mais importante da Espanha faz 200 anos e o El País fez um vídeo onde alguns quadros do museu movem- se sugerindo vida. 

Trata-se de uma das maiores coleções do esplendor da arte barroca Espanhola com as master pieces de Velásquez, Murillo, Goya, El Greco, Rivera, Rubens, Madrazo, Tiziano e outros,

Intitulada de “Belleza y locura” a mostra dá bem a dimensão das principais características do Barroco cujo legado de rebeldia, ilusionismo, transbordamento e desatino marca a aventura humana até os dias de hoje. Para a avaliação da cultura brasileira e seus impasses civilizatórios trata-se de reflexão mais do que oportuna E urgente.

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Política barroquista – A propósito da farsa sobre as eleições do Senado em três atos rocambolescos https://www.avozdocidadao.com.br/politica-barroquista-a-proposito-da-farsa-sobre-as-eleicoes-do-senado-em-tres-atos-rocambolescos/ https://www.avozdocidadao.com.br/politica-barroquista-a-proposito-da-farsa-sobre-as-eleicoes-do-senado-em-tres-atos-rocambolescos/#respond Wed, 20 Feb 2019 18:58:02 +0000 http://www.avozdocidadao.com.br//?p=30256 Para entender melhor  tese que venho defendendo sobre a causa mais profunda de nosso impasse civilizatório: a subjacente e resiliente mentalidade barroquista de nossa cultura moral, jurídica e política. Mais informações, em meu mais novo livro:

http://www.avozdocidadao.com.br//novo-livro-destorcer-o-brasil/

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Política barroquista – A propósito da farsa sobre as eleições do Senado em três atos rocambolescos https://www.avozdocidadao.com.br/politica-barroquista-a-proposito-da-farsa-sobre-as-eleicoes-do-senado-em-tres-atos-rocambolescos-2/ https://www.avozdocidadao.com.br/politica-barroquista-a-proposito-da-farsa-sobre-as-eleicoes-do-senado-em-tres-atos-rocambolescos-2/#respond Wed, 20 Feb 2019 18:58:02 +0000 http://www.avozdocidadao.com.br/?p=30256 Para entender melhor  tese que venho defendendo sobre a causa mais profunda de nosso impasse civilizatório: a subjacente e resiliente mentalidade barroquista de nossa cultura moral, jurídica e política. Mais informações, em meu mais novo livro:

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Livro – “Destorcer o Brasil”, um trecho para degustação do leitor do Diário do Comércio de São Paulo https://www.avozdocidadao.com.br/livro-destorcer-o-brasil-um-trecho-para-degustacao-do-leitor-do-diario-do-comercio-de-sao-paulo/ https://www.avozdocidadao.com.br/livro-destorcer-o-brasil-um-trecho-para-degustacao-do-leitor-do-diario-do-comercio-de-sao-paulo/#respond Tue, 11 Dec 2018 14:41:45 +0000 http://www.avozdocidadao.com.br//?p=29854 Aqui você pode degustar um trecho de meu livro dirigido sobretudo ao mundo dos negócios. Um dos cinco campos da expressão cultural brasileira em que nosso barroco artístico se transbordou em valores e figuras de estilo. Produtos do mundo do empreendedorismo que legaram as mesmas características do barroquismo onipresente no espírito brasileiro: o gosto pela farsa, pelo exagero, pela mistura e meio termo. Aprecie com ou sem moderação.

Em: https://dcomercio.com.br/pre-visualizar-publicacao/na-terra-da-lei-de-gerson

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Cultura – Última palestra do ciclo sobre “O barroquismo brasileiro” da Academia Brasileira de Letras traz uma visão positiva de nosso principal legado cultural https://www.avozdocidadao.com.br/cultura-ultima-palestra-do-ciclo-sobre-o-barroquismo-brasileiro-da-academia-brasileira-de-letras-traz-uma-visao-positiva-de-nosso-principal-legado-cultural/ https://www.avozdocidadao.com.br/cultura-ultima-palestra-do-ciclo-sobre-o-barroquismo-brasileiro-da-academia-brasileira-de-letras-traz-uma-visao-positiva-de-nosso-principal-legado-cultural/#respond Tue, 04 Dec 2018 12:46:25 +0000 http://www.avozdocidadao.com.br//?p=29801 Com a palestra da professora e psicanalista Denise Maurano “A arte e a alma barroca brasileira”, encerramos o ciclo proposto para a Academia de Letras com uma visão positiva de nosso maior legado cultural, o Barroco. Não poderia ser de outra forma dado o Barroco se a visão de mundo preferencial da própria psicanálise, segundo o seu maior intérprete depois do próprio Freud, Jacques Lacan, que no Seminário 20 introduz o conceito de torção para a correta apreensão da psiqué humana pela clínica psicanalítica em todas as suas contradições.

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Artigo – Do Diário do Comércio de São Paulo: O impasse barroquista de nossa cultura, por Jorge Maranhão https://www.avozdocidadao.com.br/artigo-do-diario-do-comercio-de-sao-paulo-o-impasse-barroquista-de-nossa-cultura-por-jorge-maranhao/ https://www.avozdocidadao.com.br/artigo-do-diario-do-comercio-de-sao-paulo-o-impasse-barroquista-de-nossa-cultura-por-jorge-maranhao/#respond Sun, 22 Apr 2018 13:31:53 +0000 http://www.avozdocidadao.com.br//?p=28434

Não sairemos do buraco para cumprir nosso destino, de estar entre as top ten economias mundiais até 2050, sem uma contrarrevolução cultural de viés liberal-conservantista

22 de Abril de 2018 às 02:50

Lamento informar aos incautos de nossa cambaleante alta cultura, ou o que sobrou dela depois desses trinta anos de hegemonia esquerdista, que está chegando ao fim a alternância de poder entre o socialismo fabiano da social democracia brasileira e o socialismo anacrônico e desastrado do lulopetismo.

Não sairemos do buraco para cumprir nosso destino, já previsto pela consultoria Pricewaterhouse & Coopers, de estar entre as top ten economias mundiais até 2050, sem uma contrarrevolução cultural de viés liberal-conservantista, com o resgate de nossa identidade nacional, valores e crenças de nossa tradição judaico-cristã.

Até para enriquecer a qualidade do debate público, escaparmos da fulanização na escolha de governantes e passarmos a discussão e adesão a propostas efetivas.

Esse impasse cultural e civilizacional só pode ser superado com a atuação decisiva de uma seleta elite de jornalistas e produtores de conteúdo da grande mídia que nos ajude a resgatar o senso-comum e a razoabilidade mínimas de um iluminismo que pouco tivemos a chance de ter com a hegemonia cultural barroquista de nossas elites, e sucedida pelo idealismo e romantismo das monarquias e positivismo e anarco-sindicalismo das repúblicas.

Pois só a cultura pode realmente corrigir a rota civilizatória. Não adiantam propostas de cunho econômico, social ou político se não fizermos o dever de casa cultural, para além de expressões de arte e entretenimento, do conjunto de manifestações simbólicas, de valores morais e crenças de nosso imaginário social.

Um novo imaginário social que nos livre da espiral descendente em que nos encontramos há décadas, com o advento da expressão barroquista do romantismo, do positivismo e do esquerdismo reinantes, e que nos impedem de vislumbrar o horizonte e retomar nosso destino.

Vejam a omissão da alta (?) cúpula do Judiciário em fazer justiça e sua intromissão na política. Já disse em outra oportunidade que nossos poderes simplesmente não podem, pois barrocamente roubam o poder uns dos outros.

O executivo, que mal executa os mandados do judiciário e as leis do legislativo, prefere a disfunção do poder de legislar. O legislativo, que mal legisla, prefere o poder julgar. E o judiciário que mal julga prefere o poder de legislar, quando não o de executar.

Não se dão o limite de suas atribuições constitucionais, por não se conterem no decoro, ignorarem tradição e valores, exagerarem no pensar e agir, negarem os bons costumes da moralidade pública para além da legalidade. Por ignorância conceitual ou imersão no sono profundo do dogmatismo ideológico.

Resultado: só nos resta uma justiça anacrônica, tardia, omissa, inadministrável, pois viciada e eivada de paradoxos, circunlóquios e ironias da mais pura farsa barroquista.

Vide a representação de nosso imaginário social de barbárie, cotidiana violação legal gerando crescente violência social, a farsa da justiça com as próprias mãos, como “a grande vingança” exibida na atual telenovela das 9h, a vanguarda do atraso civilizatório brasileiro retroagido à lei de Talião!

As únicas instituições que ainda não se deixaram seduzir pelo barroquismo reinante, e que, exatamente por isso, ainda podem salvar o Brasil da estagnação cultural das últimas décadas, são o mercado empresarial e as Forças Armadas, onde ainda prevalece a razoabilidade mínima nas tomadas de decisões, porque pura questão de sobrevivência institucional.

O primeiro movido pela ação inescapável da concorrência que sempre faz vencer o melhor e a tudo aprimora. A segunda pela imposição da disciplina e hierarquia sem as quais nega sua própria razão de ser.

Nas demais áreas de nossas instituições públicas, como a política, a justiça, a burocracia, as artes e a academia, prevalecem as torções, retorções, contorções e distorções de valores, símbolos e crenças de nosso recalcitrante barroquismo travestido de idealismo, romantismo, positivismo e esquerdismo.

A resultante deste embate histórico entre a hegemonia das duas expressões culturais e simbólicas de nossas instituições está sendo decidido no âmbito do espaço público da mídia. E a despeito mesmo de uma massa de produtores de conteúdo claramente enviesados pelo barroquismo reinante de nossa cultura.

Vejam as transmissões e comentários dos escândalos em série da Lava Jato na grande mídia e, mais recentemente, o show de histrionismo dos julgamentos dos HCs de políticos de alto coturno e a discussão da questão de fundo sobre a prisão em segunda instância.

Parece uma série de humor, mas é coisa séria. O Supremo real transmitido pela TV, a cada dia mais parece com sua caricatura ridicularizada nos programas humorísticos.

Os ministros se escondem por trás daquilo que se chama juridiquês, um idioleto como qualquer outro, como o mediquês ou o engenheirês, linguagens cheias de expressões técnicas herméticas e empoladas para se protegerem da teratologia e valorizar o domínio profissional de cada uma dessas corporações.

E se proteger de que, se não do senso comum, da mínima razoabilidade, da eficiência comunicativa, da participação do cidadão no controle destes poderes setoriais corporativos diante da res publica e do bem comum?

O que vemos são muitos ministros defenderem notórios saberes como se estivessem reunidos numa academia de ciências e letras (barrocas) jurídicas a postular teses em abstrato, e não a produzir votos, sentenças e acórdãos que possam interferir construtivamente na evolução das relações sociais concretas e nos destinos dos cidadãos.

No caso atual de discussão da prisão em segunda instância, se arvoram no poder de reformar decisões de primeira e segunda instâncias, como se nada pudesse haver de sensato e pacificado antes deles, e desmoralizando a base do edifício institucional do judiciário por meras questões de vaidade e inveja, como já se referiu o jornalista Felipe Moura Brasil.

Postulam teses garantistas contra o reclamo geral da nação pelo fim da impunidade defendida pelos consequencialistas, como também já concluiu com argúcia outro jornalista Merval Pereira.

Teses absurdas, fora da realidade do país, sobre um ideal de liberdade de uma autoridade de alto coturno ser levada à prisão como se não fosse na realidade um delinquente qualquer condenado por crimes comuns de corrupção, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e obstrução da justiça, contra o Estado e o bem-estar dos cidadãos.

Julgam hoje o caso concreto com vistas a eventuais garantias em abstrato e potencialmente violáveis no amanhã.

Na verdade, o impasse entre a velha política barroquista, plena de farsas, burlas, ironias e paradoxos, e a nova política que surge com o clamor da sociedade pelo fim da impunidade e a prevalência de um mínimo de razoabilidade e de pés no chão.

Um impasse civilizatório e de alta cultura. Porque de banalização, populismo, mediocridade, impunidade, vagabundagem e malandragem já estamos todos fartos.

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Intervenção no Rio de Janeiro – site de artistas 342 aproveita a crise da segurança para argumentar que a intervenção é farsa! https://www.avozdocidadao.com.br/intervencao-no-rio-de-janeiro-site-de-artistas-342-aproveita-a-crise-da-seguranca-para-argumentar-que-a-intervencao-e-farsa/ https://www.avozdocidadao.com.br/intervencao-no-rio-de-janeiro-site-de-artistas-342-aproveita-a-crise-da-seguranca-para-argumentar-que-a-intervencao-e-farsa/#respond Sat, 17 Mar 2018 16:26:33 +0000 http://www.avozdocidadao.com.br//?p=28271 Vamos lá direto ao ponto! A razoabilidade da argumentação contra a intervenção ou mais um exemplo do barroquismo sofismático de nossas elites esquerdistas:

1. O site, originariamente criado para apelar pela investigação e cassação de Temer no ano passado, que precisava dos votos da maioria da Câmara Federal de 342 deputados e, como se sabe, não conseguiu, passou a fazer campanhas nas redes sociais sobre outras pautas que desgastasse o presidente, como defesa da Amazônia, contra um decreto sobre  uma reserva de minerais, em defesa da demarcação de terras indígenas e de quilombolas, além da participação recente de vários dos artistas globais em campanhas contra a reformas trabalhista e da previdência.

2. Daí se conclui que a nova campanha “intervenção é farsa”, como se refere um dos artistas, é motivada por ter sido tão simplesmente uma iniciativa do presidente: “o próprio Temer disse que a intervenção é uma jogada”. A pergunta que faço é se, independente do farsante Temer, a intervenção não é uma política necessária diante do descalabro a que chegou a segurança pública do Rio.

3. Será que as Forças Armadas iriam se prestar a este papel de co-autoras de uma farsa? Quando em pesquisas recentes se constatou que a maioria da população é a favor da intervenção?

4. O site Antagonista denuncia que a vereadora recentemente assassinada no Rio não foi eleita em sua grande maioria pelos favelados pretos e pobres que defendia. Veja em https://www.oantagonista.com/brasil/marielle-nao-foi-eleita-pelas-favelas/    Se a vereadora na verdade representava os eleitores da zona sul, a turma da esquerda caviar, isto também não é uma grande farsa?

5. A campanha em si é mais uma demonstração de oportunismo farsesco e burlesco, recursos típicos de nosso barroquismo mental, que das artes plásticas e das letras, extrapolou para decisivos campos da vida nacional, como o judiciário, a política e os próprios cidadãos, por falta da razoabilidade classicista que, em nossa cultura, é rarefeita, como defendo em meu novo livro.

6. A campanha argumenta barrocamente que o Rio de Janeiro precisa mais da “intervenção dos lápis do que dos fuzis”. Taí a burla explicitada! O que tem a ver uma coisa com outra? O fuzil não está em oposição ao lápis. O Rio precisa de educação, sim, como o Brasil todo. Muita educação para tirar os jovens do circuito do crime institucionalizado desde Brasília até mesmo nos presídios. Mas precisa também, em momentos de crise aguda, de intervenção de forças de segurança com apoio das Forças Armadas, como prescreve a Constituição Federal.

7. Utilizar-se de oportunismo, de farsa para denunciar outra farsa, de exageros argumentativos, generalização de hipérboles, paradoxos, metonímias e figuras de comparação de coisas de natureza diversa como fuzis e lápis, não se trata apenas de desonestidade intelectual, sofisma e falsos silogismos, mas demonstração cabal da lavagem cerebral esquerdista que se abateu em nossas elites pensantes.

8. Mas o que clama o Brasil,  já farto de esquerdismo e populismo, é a seriedade no trato da coisa pública. É a participação da cidadania política no encargo de bem gerir a coisa pública, É o mínimo de razoabilidade e bom senso que tanto tem nos faltado há séculos de hegemonia da esquerda, do romantismo e do barroquismo mental que nos acomete a todos.

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Literatura – Apresentação de David Mourão-Ferreira, o grande poeta modernista e algo de barroco português https://www.avozdocidadao.com.br/literatura-apresentacao-de-david-mourao-ferreira-o-grande-poeta-modernista-e-algo-de-barroco-portugues/ https://www.avozdocidadao.com.br/literatura-apresentacao-de-david-mourao-ferreira-o-grande-poeta-modernista-e-algo-de-barroco-portugues/#respond Sun, 14 Jan 2018 14:46:50 +0000 http://www.avozdocidadao.com.br//?p=28006 Um poeta do amor e da sensualidade dentro da tradição do lirismo português que marcou nossa cultura desde o barroco até o modernismo. Um poeta que é capaz de seguir a forma clássica do soneto, sem uma sequer rima toante ou soante ao cabo dos catorze versos, mas sempre com a mesma palavra, dentro de um jogo de oposições e de farsa seguida, nos encantar com tamanha virtuosidade dentro de uma só aparente simplicidade. Veja em Matura Idade, dois exemplos mas ouça também o fundo musical de Nat King Cole interpretando Stardust e Unforgettable:

https://www.youtube.com/watch?v=KUMoiU3h750
Os dedos
O dedo mais que dedo dos meus dedos
este undécimo dedo dos meus dedos
clarividente cego entre os meus dedos
conhece-te melhor do que os meus dedos
Percorre-te por dentro   Encontra dedos
os dedos que por dentro de ti dedos
mais dentes são gengivas do que dedos
mais palatos em fogo do que dedos
E súbito pergunto  Que é dos dedos
ó mais unhas por fora do que dedos
ó mais luva por dentro do que dedos
Mas eis de novo dedos dedos dedos
apertando em seus dedos ah tão dedos
o dedo mais que dedo dos meus dedos
As bocas
Apenas uma boca A tua boca
Apenas outra A outra tua boca
É Primavera e ri a tua boca
de ser Agosto já na outra boca
Entre uma e outra voga a minha boca
E pouco a pouco a polpa de uma boca
inda há pouco na popa em minha boca
é já na proa a polpa de outra boca
Sabe a laranja a casca de uma boca
Sabe a morango a noz da outra boca
Mas que sabe entretanto a minha boca
Que apenas vai sentindo em sua boca
mais rouca do que boca a minha boca
mais louca do que boca a tua boca
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