jornalismo – A Voz do Cidadão https://www.avozdocidadao.com.br Instituto de Cultura de Cidadania Wed, 20 Feb 2019 19:35:05 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.2.11 Mídia enviesada – Assista a uma entrevista com Steve Bannon que você jamais verá na grande mídia enviesada https://www.avozdocidadao.com.br/midia-enviesada-assista-a-uma-entrevista-com-steve-bannon-que-voce-jamais-vera-na-grande-midia-enviesada/ https://www.avozdocidadao.com.br/midia-enviesada-assista-a-uma-entrevista-com-steve-bannon-que-voce-jamais-vera-na-grande-midia-enviesada/#respond Wed, 13 Feb 2019 11:33:31 +0000 http://www.avozdocidadao.com.br//?p=30230 Não importa quem seja. Se não se enquadrar nos duvidosos critérios de politicamente correto e “imparcial” nossos jornalistas da grande mídia jamais irão pautar. Mas as informações nas redes sociais circulam com muito mais agilidade e verdadeira imparcialidade. Allan dos Santos, jornalista independente do Terça Livre, informativo exclusivo das redes sociais com mais de 600 mil seguidores, entrevista o ex-estrategista político do Presidente dos EUA Donald Trump diretamente de Nova York. E por que seria importante entrevistá-lo? Por que ele explica o que tem sido o gramscismo que invadiu as mentes distorcidas da maioria de nossos jornalistas da grande mídia. Ou, no mínimo, para entender o que significa a defesa dos valores do Ocidente judaico-cristão que a revolução cultural marxista flexibilizou.

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Mídia enviesada – Assista a uma entrevista com Steve Bannon que você jamais verá na grande mídia enviesada https://www.avozdocidadao.com.br/midia-enviesada-assista-a-uma-entrevista-com-steve-bannon-que-voce-jamais-vera-na-grande-midia-enviesada-2/ https://www.avozdocidadao.com.br/midia-enviesada-assista-a-uma-entrevista-com-steve-bannon-que-voce-jamais-vera-na-grande-midia-enviesada-2/#respond Wed, 13 Feb 2019 11:33:31 +0000 http://www.avozdocidadao.com.br/?p=30230 Não importa quem seja. Se não se enquadrar nos duvidosos critérios de politicamente correto e “imparcial” nossos jornalistas da grande mídia jamais irão pautar. Mas as informações nas redes sociais circulam com muito mais agilidade e verdadeira imparcialidade. Allan dos Santos, jornalista independente do Terça Livre, informativo exclusivo das redes sociais com mais de 600 mil seguidores, entrevista o ex-estrategista político do Presidente dos EUA Donald Trump diretamente de Nova York. E por que seria importante entrevistá-lo? Por que ele explica o que tem sido o gramscismo que invadiu as mentes distorcidas da maioria de nossos jornalistas da grande mídia. Ou, no mínimo, para entender o que significa a defesa dos valores do Ocidente judaico-cristão que a revolução cultural marxista flexibilizou.

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História do Brasil x jornalismo – Brasil Paralelo lança documentário sobre 64 e já provoca polêmica no jornalismo enviesado https://www.avozdocidadao.com.br/historia-do-brasil-x-jornalismo-brasil-paralelo-lanca-documentario-sobre-64-e-ja-provoca-polemica-no-jornalismo-enviesado/ https://www.avozdocidadao.com.br/historia-do-brasil-x-jornalismo-brasil-paralelo-lanca-documentario-sobre-64-e-ja-provoca-polemica-no-jornalismo-enviesado/#respond Thu, 07 Feb 2019 11:13:33 +0000 http://www.avozdocidadao.com.br//?p=30174 A produtora de conteúdos de História, Brasil Paralelo, está provocando polêmica entre a mídia mainstream. Por conta de um jornalismo que não faz autocrítica, o Globo faz matéria boicotando um documentário sobre 1964 previsto para ser lançado em 31 de março próximo, que nem sequer foi concluído. A partir do teaser do documentário “Brasil entre armas e livros”, que pretende apresentar uma outra leitura da dita “ditadura militar” brasileira, lançado nas redes sociais na semana passada e repercutido entre várias celebridades, o Globo distorce barrocamente o trabalho de revisão histórica com a politização do mesmo e introdução de Eduardo Bolsonaro no enredo.

Trata-se mais uma vez do desespero de jornalistas enviesados que resolveram fazer oposição sistemática a um novo governo democraticamente eleito pela maioria dos cidadãos, pois acham que a realidade não é bem a verdade do que aconteceu e pretendem a arrogância de ensinar história e política à massa ignara. Uma vez mais se trata do fenômeno da “dissonância cognitiva”, denunciado pelo filósofo Olavo de Carvalho, para uma classe que está perdendo seu poder a partir da revolução tecnológica das redes sociais, comprovada no Brasil com a vitória de Bolsonaro. Talvez uma das maiores descobertas da filosofia da hermenêutica, quando se denuncia que desde o iluminismo da Renascença o homem passou a submeter à sua imaginação ou desejo a realidade ou a percepção do outro sobre a realidade. A instituição do romance em Cervantes, durante a reação barroquista à Renascença no século XVI, como segunda realidade. Ou quando o homem relativiza Deus e o legado dos valores morais da tradição judaico-cristã e se auto-exclui da realidade, se colocando como objeto de si mesmo.

Luta perdida na nossa opinião. Melhor seria se os jornalistas, para além de reportar a realidade dos fatos com suas narrativas tendenciosas, se dedicassem ao nobre trabalho da educação e edição dos conteúdos que realmente interessam aos cidadãos.

Veja toda a polêmica entre o Brasil Paralelo e o jornal O Globo em https://www.youtube.com/watch?utm_campaign=toda_base__exceto_membros_nao_assinantes_globo_ataca_o_brasil_paralelo_novamente_confira_nossa_resposta&utm_medium=email&utm_source=RD+Station&v=U3YC3JdRg3A 

O documentário terá sua pré-estreia oficial em 31 de março de 2019. O maior documentário já produzido no país sobre o período do Regime Militar brasileiro. Quando se reuniu as maiores autoridades no assunto para chegar a verdade sobre o tema mais controverso de nossa história. O Brasil Paralelo viajou até o Leste Europeu para buscar nos documentos, até então, secretos, do serviço de inteligência da extinta Tchecoslováquia, os fatos que nos esconderam. Pela primeira vez eles irão ao público em forma de documentário. Prepare-se, sua visão sobre 1964 jamais será a mesma. 1964: O Brasil entre armas e livros.

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História do Brasil x jornalismo – Brasil Paralelo lança documentário sobre 64 e já provoca polêmica no jornalismo enviesado https://www.avozdocidadao.com.br/historia-do-brasil-x-jornalismo-brasil-paralelo-lanca-documentario-sobre-64-e-ja-provoca-polemica-no-jornalismo-enviesado-2/ https://www.avozdocidadao.com.br/historia-do-brasil-x-jornalismo-brasil-paralelo-lanca-documentario-sobre-64-e-ja-provoca-polemica-no-jornalismo-enviesado-2/#respond Thu, 07 Feb 2019 11:13:33 +0000 http://www.avozdocidadao.com.br/?p=30174 A produtora de conteúdos de História, Brasil Paralelo, está provocando polêmica entre a mídia mainstream. Por conta de um jornalismo que não faz autocrítica, o Globo faz matéria boicotando um documentário sobre 1964 previsto para ser lançado em 31 de março próximo, que nem sequer foi concluído. A partir do teaser do documentário “Brasil entre armas e livros”, que pretende apresentar uma outra leitura da dita “ditadura militar” brasileira, lançado nas redes sociais na semana passada e repercutido entre várias celebridades, o Globo distorce barrocamente o trabalho de revisão histórica com a politização do mesmo e introdução de Eduardo Bolsonaro no enredo.

Trata-se mais uma vez do desespero de jornalistas enviesados que resolveram fazer oposição sistemática a um novo governo democraticamente eleito pela maioria dos cidadãos, pois acham que a realidade não é bem a verdade do que aconteceu e pretendem a arrogância de ensinar história e política à massa ignara. Uma vez mais se trata do fenômeno da “dissonância cognitiva”, denunciado pelo filósofo Olavo de Carvalho, para uma classe que está perdendo seu poder a partir da revolução tecnológica das redes sociais, comprovada no Brasil com a vitória de Bolsonaro. Talvez uma das maiores descobertas da filosofia da hermenêutica, quando se denuncia que desde o iluminismo da Renascença o homem passou a submeter à sua imaginação ou desejo a realidade ou a percepção do outro sobre a realidade. A instituição do romance em Cervantes, durante a reação barroquista à Renascença no século XVI, como segunda realidade. Ou quando o homem relativiza Deus e o legado dos valores morais da tradição judaico-cristã e se auto-exclui da realidade, se colocando como objeto de si mesmo.

Luta perdida na nossa opinião. Melhor seria se os jornalistas, para além de reportar a realidade dos fatos com suas narrativas tendenciosas, se dedicassem ao nobre trabalho da educação e edição dos conteúdos que realmente interessam aos cidadãos.

Veja toda a polêmica entre o Brasil Paralelo e o jornal O Globo em https://www.youtube.com/watch?utm_campaign=toda_base__exceto_membros_nao_assinantes_globo_ataca_o_brasil_paralelo_novamente_confira_nossa_resposta&utm_medium=email&utm_source=RD+Station&v=U3YC3JdRg3A 

O documentário terá sua pré-estreia oficial em 31 de março de 2019. O maior documentário já produzido no país sobre o período do Regime Militar brasileiro. Quando se reuniu as maiores autoridades no assunto para chegar a verdade sobre o tema mais controverso de nossa história. O Brasil Paralelo viajou até o Leste Europeu para buscar nos documentos, até então, secretos, do serviço de inteligência da extinta Tchecoslováquia, os fatos que nos esconderam. Pela primeira vez eles irão ao público em forma de documentário. Prepare-se, sua visão sobre 1964 jamais será a mesma. 1964: O Brasil entre armas e livros.

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Imprensa – Com a cobertura da operação “Lava Toga”, o Antagonista se destaca no jornalismo nacional https://www.avozdocidadao.com.br/imprensa-com-a-cobertura-da-operacao-lava-toga-o-antagonista-se-destaca-no-jornalismo-nacional/ https://www.avozdocidadao.com.br/imprensa-com-a-cobertura-da-operacao-lava-toga-o-antagonista-se-destaca-no-jornalismo-nacional/#respond Wed, 02 Jan 2019 13:06:43 +0000 http://www.avozdocidadao.com.br//?p=29975 Como afirma o antagonista Cláudio Dantas, se a Lava Jato alcançou empresários do setor empreiteiro e industrial, além de políticos dos poderes Legislativo e Executivo federais e estaduais, falta a cobertura da operação Lava Toga, iniciada com a delação do ex-presidente da Fecomércio, Orlando Diniz, e com a participação de um setor até agora intocável como o setor financeiro e bancário. Esta será sem dúvida a grande cobertura jornalística do Novo Ano e que estranhamente tem sido omitida pela grande mídia. Acompanhe.

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Artigo – Do blog de J.R. Guzzo “A mídia diante do público”. Imperdível! https://www.avozdocidadao.com.br/artigo-do-blog-de-j-r-guzzo-a-midia-diante-do-publico-imperdivel/ https://www.avozdocidadao.com.br/artigo-do-blog-de-j-r-guzzo-a-midia-diante-do-publico-imperdivel/#respond Sun, 09 Dec 2018 23:41:17 +0000 http://www.avozdocidadao.com.br//?p=29832

Fantástico o artigo desta semana sobre a mídia. Poucos jornalistas têm a inteligência e a integridade de criticar o próprio jornalismo que fazem. Parabéns, Guzzo. Ouso achar que teria bom proveito em conhecer a tese semelhante de meu novo livro.

(Publicado na edição impressa de VEJA e no Blog Fatos)

A mídia diante do público

É fácil saber o que aconteceria com uma empresa de ônibus que vende nos seus guichês da rodoviária de São Paulo uma passagem para Belo Horizonte, por exemplo, e leva o passageiro para Piracicaba. Vive fazendo isso, aliás, pois a sua grande dificuldade é anunciar no letreiro a cidade para onde o ônibus realmente está indo. O que aconteceria é o seguinte: os passageiros, um dia, não iriam mais viajar com essa companhia para lugar nenhum. Chega, diriam eles — assim não dá mais. Da mesma forma, se uma pessoa costuma lhe dizer coisas que nunca acontecem, ou simplesmente vive contando mentiras, o mais provável é que você deixe de prestar atenção no que ela diz. Num processo na Justiça, igualmente, uma alegação falsa feita por uma das partes pode lhe causar sérios problemas: todo o resto da sua versão passa a correr o risco de ficar sob suspeita. Para sorte de muita gente, porém, nem tudo funciona assim. A memória dos seus clientes é mais tolerante, ou mais fugaz — e, portanto, mais disposta a esquecer que lhes disseram uma coisa que não aconteceu, ou disseram uma coisa e aconteceu outra, ou, ainda, que aconteceu justamente o contrário do que lhes foi dito que iria acontecer. Faz parte dessa gente de sorte, hoje em dia, a mídia brasileira.

Mas será mesmo sorte — ou, ao contrário, é um problema cinco-estrelas que ninguém está vendo direito? Os leitores, ouvintes e telespectadores podem estar em relativo silêncio, mas há sinais de que a tolerância do público a pagar passagens para uma cidade e ser depositado em outra está deixando de ser uma proteção garantida para a imprensa. Ninguém reclama em praça pública — mas o consumidor de informação nunca reclama em praça pública. Um dia ele simplesmente vai embora, sem dizer até logo, e não volta mais. Quando os proprietários de órgãos de comunicação, e os jornalistas que trabalham neles, percebem o que aconteceu, já é tarde. A menos que tenham o suporte de uma fortaleza financeira em seu conjunto de negócios, podem encomendar o caixão — e os cemitérios brasileiros de jornais, revistas, rádios, televisões e, ultimamente, páginas eletrônicas que se imaginavam a última palavra em matéria de jornalismo moderno estão cada vez mais lotados. A diminuição do público interessado em acompanhar o que a mídia lhe diz não começou agora, é claro. Há dez ou quinze anos a migração passou a ganhar volume — e não parou mais, por motivos que já foram explicados em milhões de palavras, a maioria delas, aliás, lida por bem pouca gente. Mas, pelo menos no caso do Brasil, provavelmente não tinha havido até esta última campanha eleitoral uma oportunidade tão clara de medir o tamanho da distância, a cada dia maior, que separa hoje o que a imprensa imprime ou põe no ar daquilo que existe nos corações, mentes e sentimentos da audiência. É um abismo. A mídia diz uma coisa. O público acha o contrário. A mídia anuncia que vão acontecer os fatos A, B e C. Não acontece nenhum dos três. A mídia quer que as pessoas façam isso ou aquilo. As pessoas fazem exatamente o oposto.

Para que ficar tentando esconder a realidade? O que acaba de acontecer na eleição, muito simplesmente, foi o maior fiasco que os meios de comunicação brasileiros já viveram em sua história recente. É melhor assinar logo o boletim de ocorrência, admitir que alguma coisa deu horrivelmente errado e pensar, talvez, se não seria o caso de averiguar quais falhas foram cometidas. Por que a mídia ignorou a lista de desejos, claríssima, que a maioria da população estava apresentando aos candidatos? Por que não tentou, em nenhum momento, entender por que um número cada vez maior de eleitores se inclinava a votar em Jair Bolsonaro? Durante meses seguidos, os comunicadores brasileiros tentaram provar no noticiário que coisas trágicas iriam acontecer para todos se Bolsonaro continuasse indo adiante — mas nunca pensaram na possibilidade de que milhões de brasileiros estivessem achando que essas coisas trágicas, justamente essas, eram as que consideravam as mais certas para o país. A mídia, na verdade, convenceu a si própria de que não estava numa cobertura jornalística, e sim numa luta do bem contra o mal. Em vez de reportar, passou a torcer e a trabalhar por um lado na campanha, convencida de ter consigo a “superioridade moral”. Resultado: disputou uma eleição contra Jair Bolsonaro e perdeu, por mais de 10 milhões de votos de diferença.

Não é função dos órgãos de comunicação disputar eleições, é claro, muito menos perder. É o pior dos mundos. Já que decidiram fazer a coisa errada, engajando o seu trabalho a favor de um lado e contra o outro, deveriam, pelo menos, evitar o papelão de acabar surrados pelo candidato que declararam “inimigo” e por seus quase 58 milhões de eleitores. Isso, para usar português claro, significa que você está falando, mas ninguém está ouvindo o que você diz — ou ouvindo tão pouco que não faz diferença nenhuma. É a tal “credibilidade” — a sua capacidade de ser acreditado entre os semelhantes, ou levado a sério por eles. No caso da eleição de Jair Bolsonaro, a credibilidade foi para o espaço. Como passar seis meses seguidos ou mais fazendo uma operação contínua contra o candidato menos equipado materialmente para disputar a campanha eleitoral e constatar, no dia da apuração, que todo esse esforço não resultou em nada? A conclusão é que o público está pouco ligando para o que a mídia lhe diz. A partir daí, ela se torna irrelevante na vida real. Fica como arquibancada em jogo de futebol: xinga o juiz de ladrão e o técnico de burro, mas não altera em nada o resultado do placar.

Os fatos estão aí, confirmando a futilidade de projetos para ganhar eleições livres, hoje em dia, sem combinar o resultado com as pessoas de carne e osso que vão votar. Inven­tou-se como estratégia, desde o começo, que o ex-presidente Lula era candidato à Presidência da República em 2018 — não apenas isso, a mídia garantia que ele era o favorito disparado para ganhar. Foi uma falsificação integral. Lula não podia ser candidato, porque estava e está na cadeia, condenado a mais de doze anos como ladrão em duas instâncias da Justiça brasileira. Mas os “institutos de pesquisa” asseguravam que Lula tinha “40% dos votos”, que havia “avançado mais X pontos”, que ganhava de todos os outros candidatos — e a imprensa, em peso, reproduzia essa fábula em suas manchetes. Só quando o próprio Lula, em pessoa, anunciou que não era candidato, as pesquisas retiraram o seu nome da lista. No meio-tempo, man­teve-se viva por vários dias a ficção de que “a ONU” iria obrigar o Brasil a aceitar a candidatura — chegaram a convocar o STF para julgar essa aberração. Sai Lula, entra Fernando Haddad. Sete dias antes da eleição, uma das “pesquisas”” deu Haddad com “22%”, numa “ascensão” que só poderia levá-lo, matematicamente, à vitória. Para não deixar dúvidas, todos os meios de comunicação repetiram até o dia da eleição que Bolsonaro perderia de “todos os outros candidatos” no segundo turno, em “todas as pesquisas”. Deu-­se o exato contrário.

Nos dias finais da campanha apareceu uma reportagem tentando mostrar que haviam sido feitas doações para que Bolsonaro pagasse uma campanha de notícias falsas contra os adversários — em cima disso, pediu-se a “anulação do primeiro turno”, inclusive com atrizes da Globo exigindo, num vídeo eleitoral especialmente irado, “uma atitude” do Supremo. Falsa, mesmo, só a reportagem — reproduzida maciçamente através da imprensa até morrer de inanição, por ausência de fatos, de pé e de cabeça. A brutal tentativa de homicídio que Bolsonaro sofreu em Juiz de Fora foi geralmente tratada como uma notícia menor, fruto natural do “ódio” trazido à campanha em grande parte por ele próprio. Até hoje, a maioria dos jornalistas se refere ao episódio como “a facada”; é jornalisticamente incorreto escrever que um criminoso quis assassinar Bolsonaro. Desde o início da campanha, os mais potentes cérebros da análise política do Brasil deram como fato científico que a candidatura de Bolsonaro iria “desaparecer” assim que começasse o horário eleitoral obrigatório na TV, no qual ele contava com poucos segundos. No mundo dos fatos, Bolsonaro ganhou a eleição — e o candidato que tinha o maior tempo de TV não conseguiu nem 5% dos votos.

Mais do que tudo, talvez, a mídia não chegou nem perto de entender uma realidade evidente: a maioria do público brasileiro, nos dias de hoje, pensa basicamente o contrário do que pensam os jornalistas e os donos dos veículos de comunicação. Tem valores opostos aos dos comunicadores. Aprova o que a mídia condena. Condena o que a mídia aprova. É a favor da polícia, que a imprensa considera inimiga dos pobres, e contra os bandidos, que os jornalistas consideram vítimas da injustiça social. Os heróis da imprensa, como a vereadora Marielle, não são os heróis da população. E nem o que a imprensa divulga maciçamente como sendo problemas essenciais para o Brasil é percebido da mesma maneira pela massa — homofobia, racismo, fascismo, machismo, “agrotóxicos”, terras indígenas, torturas cometidas quarenta anos atrás são vistos mais com indiferença do que com indignação. Em questões como a conveniência de eliminar as diferenças entre os gêneros masculino e feminino, deixando em segundo plano as leis da biologia, mídia e maioria estão simplesmente em posições opostas.

Naturalmente, há um preço a pagar por tudo isso. Ele aparece na dificuldade cada vez maior, por parte da mídia, de fazer avanços na única questão que realmente interessa: a batalha pelo público. Ninguém tem ouvido histórias de veículos que triplicaram seus leitores ou sua audiência nos últimos anos; é perfeitamente óbvio, assim, que o método que vem sendo utilizado pela mídia para fazer o seu trabalho está dando errado. Como poderia estar dando certo se os resultados são um desastre? O aviso das eleições está aí. A televisão, em seu conjunto, deixou de existir como um fator de importância numa eleição brasileira — é como se tivesse sido jogada uma bomba de hidrogênio em cima dela.

Até quatro anos atrás era no programa eleitoral obrigatório que tudo se decidia numa campanha; hoje ele não vale nada. Os “institutos de pesquisa” também podem publicar os números que bem entenderem na mídia. Não são capazes de mudar coisa alguma. Não quando dizem que Dilma Rousseff seria “a senadora mais votada do Brasil” — e ela acaba em quarto lugar. Os meios de comunicação, enfim, fizeram uma guerra sem descanso contra Bolsonaro — e sua influência foi absolutamente nula no resultado da eleição.

A internet, o Facebook, o Twitter e o restante do arsenal nuclear que a tecnologia eletrônica despeja a cada momento sobre o universo das comunicações mudaram a política no Brasil em 2018. Há muitos anos vêm transformando a imprensa num animal cada vez mais diferente de tudo o que possa ter sido — e não há sinais de que essa história venha a tomar um novo rumo. Em momentos como este, é uma tragédia que a imprensa brasileira venha demonstrando, no conjunto daquilo que publica em seus veículos, uma inteligência inferior à inteligência média dos seus leitores, ouvintes e espectadores. Desse jeito, torna-se cada vez mais inútil para eles. Da mesma maneira, é complicado manter-se em estado de hostilidade eterna perante o público. É como dizer a todos: “Não queremos mais você por aqui. Vá ler outra coisa. Pista”. Ninguém vai chegar a lugar nenhum por aí.

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Imprensa – Moisés Rabinovici, um dos poucos jornalistas que enfrentam Olavo de Carvalho sem parti pris https://www.avozdocidadao.com.br/imprensa-moises-rabinovici-um-dos-poucos-jornalistas-que-enfrentam-olavo-de-carvalho-sem-parti-pris/ https://www.avozdocidadao.com.br/imprensa-moises-rabinovici-um-dos-poucos-jornalistas-que-enfrentam-olavo-de-carvalho-sem-parti-pris/#respond Fri, 07 Dec 2018 17:17:59 +0000 http://www.avozdocidadao.com.br//?p=29820 Em seu programa “Um olhar sobre o mundo”, o jornalista Moisés Rabinovici é um dos poucos jornalistas que entrevistam Olavo de Carvalho sem preconceito, apenas cumprindo sua missão profissional de levar a verdade para seus telespectadores. Pena que o programa está na grade da Rede Brasil, emissora da televisão estatal que tem ínfima audiência. Daí a importância de repassar entre sua lista de amigos das redes sociais.

Em sua primeira entrevista à televisão brasileira após as eleições presidenciais, o filósofo, escritor e jornalista Olavo de Carvalho conversa com Moisés Rabinovici no programa Um olhar sobre o Mundo. Considerado o mentor intelectual do governo que passa a vigorar no país no próximo ano e de grande parte do movimento direitista que levou Jair Bolsonaro ao poder, Olavo de Carvalho já indicou dois ministros para o presidente eleito. Na entrevista ao programa, ele disse que não quis ocupar nenhum ministério, mas que aceitaria ser embaixador do Brasil nos Estados Unidos, onde já reside. Também, recomendou que o Brasil seja duro com a China e falou sobre o crescimento da direita no país e em todo o mundo.

Conheça a programação da sua TV Pública: http://tvbrasil.ebc.com.br/

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Eleições 2018 – Comentário de Allan dos Santos: “Assim, o Jornal Nacional vai eleger Bolsonaro” https://www.avozdocidadao.com.br/eleicoes-2018-comentario-de-allan-dos-santos-assim-o-jornal-nacional-vai-eleger-bolsonaro/ https://www.avozdocidadao.com.br/eleicoes-2018-comentario-de-allan-dos-santos-assim-o-jornal-nacional-vai-eleger-bolsonaro/#respond Wed, 29 Aug 2018 12:35:02 +0000 http://www.avozdocidadao.com.br//?p=29348 Vejam mais um comentário afiado de Allan do Santos do Terça Livre sobre nossa imprensa enviezada de esquerdismo. Sobretudo quando declara guerra a um candidato de direita numa clara demonstração de parcialidade travestida de isenção jornalística.

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Debate público – A imprensa e a “bolha” do Paulo Guedes, polêmica lançada pelo canal Terça Livre de Allan dos Santos https://www.avozdocidadao.com.br/debate-publico-a-imprensa-e-a-bolha-do-paulo-guedes-polemica-lancada-pelo-canal-terca-livre-de-allan-dos-santos/ https://www.avozdocidadao.com.br/debate-publico-a-imprensa-e-a-bolha-do-paulo-guedes-polemica-lancada-pelo-canal-terca-livre-de-allan-dos-santos/#respond Sat, 25 Aug 2018 15:03:25 +0000 http://www.avozdocidadao.com.br//?p=29273 Vale a pena acompanhar esta denúncia do Paulo Guedes sobre “a bolha” em que vivem os cidadãos dos grandes centros urbanos do Sudeste brasileiro, informados pela grande mídia e seus jornalistas profissionais, em movimento francamente corporativista contra a autonomia cada vez maior dos cidadãos brasileiros. O canal Terça Livre, do jornalista independente Allan dos Santos, analisa o editorial da jornalista profissional de Veja Lillian Wite Fibe. Veja você mesmo a diferença de perspectiva sobre o cenário político brasileiro e a alegada “imparcialidade” da grande mídia com relação à candidatura Bolsonaro.

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Artigo – Direto do Vespeiro: “Democracia à mão armada”, por Fernão Lara Mesquita https://www.avozdocidadao.com.br/artigo-direto-do-vespeiro-democracia-a-mao-armada-por-fernao-lara-mesquita/ https://www.avozdocidadao.com.br/artigo-direto-do-vespeiro-democracia-a-mao-armada-por-fernao-lara-mesquita/#respond Wed, 08 Aug 2018 19:26:25 +0000 http://www.avozdocidadao.com.br//?p=29105 7 de agosto de 2018

Já que em reforma pra valer ninguém fala mesmo, lá vai só pra você saber como é.

O voto distrital sozinho só barateia o custo das eleições. O que é decisivo é armar a mão dos eleitores para depois das eleições. Lei de iniciativa popular todo mundo ja tem. Mas retomada de mandato (recall) e referendo das leis aprovadas pelos legislativos por iniciativa popular é o que realmente as faz valerem exatamente como você as fez. Primarias diretas, eleições de retenção de juizes, defesas contra arrochos tributários, tudo o mais pode ser conseguido brandindo essas duas armas. O sistema tem de ser o distrital puro (misto é tapeação) só para garantir que elas sejam usadas com absoluta legitimidade e segurança para o regime.

A delimitação do distrito eleitoral é função do numero de eleitores dividido pelo número de representantes que se quer ter em cada instância de poder. Mas a fidelidade dessa representação é tudo. Tem de ser pessoa a pessoa. A unica base aferivel para isso é o endereço do eleitor. Cada municipio pode definir quantos legisladores quer ter e qual o tamanho dos seus distritos eleitorais desde que siga a regra básica de quantidades equivalentes de moradores em cada um. O distrito é então desenhado sobre o mapa e daí por diante só o censo poderá levar a alterações. Os eleitores podem mudar de distrito mas o distrito só mudará de desenho se o censo demonstrar que houve grandes alterações na equivalência do numero dos seus habitantes.

Em eleições estaduais cada distrito será uma soma de distritos municipais. Nas federais uma soma maior. 513 congressistas daria distritos de mais ou menos 400 mil habitantes neste Brasil de 207 milhões. Nos EUA, com 325 milhões e 435 deputados, cada distrito federal tem aproximadamente 700 mil habitantes. Os candidatos só podem concorrer por um distrito e cada distrito só elege um representante. Assim todos saberão o nome e o endereço de cada um dos seus eleitores. Não tem enganação.

No Congresso americano os deputados não representam um estado mas sim “o distrito numero tal”. Não ha vice nem “suplente”. Se alguém renunciar, morrer ou tiver o mandato retomado o distrito convoca nova eleição e elege o substituto. Não tem data marcada, nem para isso, nem para deseleger representantes ou funcionários eleitos. E quase todos os que têm função de fiscalização ou contato direto com a população como fiscais, auditores, promotores, xerifes, policiais e outros são diretamente eleitos.

A maioria das cidades americanas não tem mais prefeito ou vereador. Nos sistemas de City Council ou de City Manager, as variantes mais usadas, elege-se um conselho de cinco a sete membros chefiados por um CEO ou “gerente”, com metas precisas para entregar e demissível a qualquer momento. Como tudo que é importante será mesmo proposto por lei de iniciatiava popular e/ou aprovado em referendo, os corpos legislativos, lá, são, cada vez mais, meras oficinas de acabamento técnico das leis.

Um recall, um referendo ou uma lei podem ser propostos por qualquer cidadão. Ele terá de passar uma lista no distrito afetado e colher assinaturas válidas numa quantidade pre-determinada (em geral de 5% a 7%) a serem aferidas pelo Secretário de Estado municipal ou estadual, funcionário que se dedica exclusivamente a organizar essas “eleições especiais” que acontecem a toda hora. Uma vez qualificada a proposta, haverá uma campanha de esclarecimento contra e a favor e então, ou a proposta constará da cédula da próxima eleição, ou será convocada uma “eleição especial” só no distrito afetado para um “sim” ou um “não”.

Nas cédulas das eleições majoritárias – presidenciais, estaduais ou municipais – aparecem dezenas de proposições geradas por esse sistema nas quais votarão apenas os eleitores dos distritos afetados. É nelas, também, que estarão os nomes dos juizes de cada comarca, coincidentes com um ou mais distritos eleitorais, com a pergunta: “O juiz fulano deve permanecer mais quatro anos na função”? Cada eleitor, portanto, preenche alguns quesitos e deixa outros em branco. O resultado será conferido a partir do seu endereço, daí as apurações lá demorarem tanto.

Cada cidadão, enfim, tem um poder decisivo sobre o seu pedaço mas ninguém tem poder sozinho sobre o todo. A constituição federal define o regime e as atribuições de cada ente federativo e de cada um dos tres poderes, e só. Os direitos do cidadão e seu respectivo custo fica para as constituições estaduais e municipais que são revistas a cada 10 anos.

Nas ex-colonias inglesas da América, Ásia, África e Oceania, independente do grau de desenvolvimento, o distrito básico é o bairro que elege o schoolboard de cada escola publica. Esse “conselho diretor” de entre cinco e sete membros constituido por pais de alunos é quem contrata (e demite) o diretor da escola e aprova ou não o seu currículo e o seu orçamento anual. Nos Estados Unidos as escolas têm a prerrogativa de emitir titulos de divida para financiar projetos novos desde que atendam à regra nacional para isso, que torna obrigatório, para a emissão de qualquer divida pública, um projeto mostrando quanto se quer arrecadar, em quanto tempo se dará o resgate, quanto vai custar e quem vai pagar. O projeto vai então a votação direta da comunidade afetada. O resgate normalmente é feito mediante um aumento temporário do IPTU somente dos moradores do bairro beneficiado. O estado só interfere para prover mais verba para escolas de bairros sem condição de se auto-financiar. O mesmo esquema é usado em obras como construção ou reforma de estradas, pontes e prédios públicos, aumentos de salário para esta ou aquela categoria de funcionários e etc, tanto nos estados quanto nos municipios. O resgate sempre é amarrado a algum mecanismo adstrito à comunidade beneficiada como pedágios, taxas adicionais temporárias nos combustiveis ou no imposto local de bens de consumo. Nem pensar em criar ou aumentar impostos sem consulta direta, no voto, a quem vai paga-los.

Na democracia à mão armada os reféns são “eles” e a corrupção e a miséria praticamente desaparecem.

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