Estatismo – A Voz do Cidadão https://www.avozdocidadao.com.br Instituto de Cultura de Cidadania Tue, 30 Oct 2018 13:41:48 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.2.9 Campanha – É lançada uma campanha anti-corrupção da Petrobras, primor do barroquismo publicitário! https://www.avozdocidadao.com.br/campanha-e-lancada-uma-campanha-anti-corrupcao-da-petrobras-primor-do-barroquismo-publicitario/ https://www.avozdocidadao.com.br/campanha-e-lancada-uma-campanha-anti-corrupcao-da-petrobras-primor-do-barroquismo-publicitario/#respond Tue, 30 Oct 2018 13:41:39 +0000 http://www.avozdocidadao.com.br//?p=29670 A campanha lançada ontem em toda a mídia de massa do país é um primor de nosso reticente barroquismo mental. Destina-se a resgatar a reputação da imagem institucional da maior estatal brasileira argumentando apenas pelas bordas e sem enfrentar o problema de frente. A Petrobrás não foi culpada pela corrupção, foi vítima. Quando o problema não é a Petrobras em si, mas a sua gestão que foi testemunha do assalto e emudeceu, obedeceu os mandantes do crime e se omitiu em denunciá-los. A Lava Jato surgiu por acaso na investigação de mais um crime de lavagem de dinheiro. Quando todos sabemos que tão grande o Estado, e seu controle de empresas não estratégicas, como no caso dos braços logístico, petroquímico, de refinarias, distribuição etc da Petrobras, maiores as chances de se corromperem. Quando todos sabemos que estratégico mesmo, como manda a lei de sua criação, é a pesquisa e prospecção do petróleo. E só isto! No filme em tela vejam que o recurso do paradoxo, tipico da poesia barroca, é largamente utilizado, lendo-se as frases de cima para baixo e de baixo para cima, e mudando-se completamente o sentido da mensagem. “Não existe caminho fácil. Existe o caminho certo”, diz o lema da campanha. Quando sabemos que a intromissão da estatal em áreas que não lhe são estratégicas é que torna o caminho difícil e equivocado. Mas isso se esconde, como manda a tradição do discurso persuasivo do nacionalismo tosco e desmesurado que temos vivido até hoje. No mais, a ver o que se mudará nos próximos anos!

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Livros – A fábula das abelhas, oportuna leitura para a crise dos caminhoneiros que querem mais intervenção contra a cultura de intervencionismo brasileira https://www.avozdocidadao.com.br/livros-a-fabula-das-abelhas-oportuna-leitura-para-a-crise-dos-caminhoneiros-que-querem-mais-intervencao-contra-a-cultura-de-intervencionismo-brasileira/ https://www.avozdocidadao.com.br/livros-a-fabula-das-abelhas-oportuna-leitura-para-a-crise-dos-caminhoneiros-que-querem-mais-intervencao-contra-a-cultura-de-intervencionismo-brasileira/#respond Sat, 26 May 2018 14:38:14 +0000 http://www.avozdocidadao.com.br//?p=28587 Pelo menos para isto está servindo a crise dos caminhoneiros. Nunca esteve tão claro o dilema entre a cultura liberal como a grande novidade do cenário político brasileiro e a nossa lamentável cultura intervencionista esquerdista. Não me refiro aqui ao intervencionismo militar que é exigido contra o abuso de direito de bloquear estradas levando à crise de abastecimento toda a população. Mas ao intervencionismo na economia, praga esquerdista que acha que traz o benefício público ao criar e manter empresas estatais ineficientes. Se tivesse privatizado pelo menos as refinarias há algum tempo atrás, a concorrência se encarregaria de estabilizar os preços dos combustíveis. E se não estabilizasse de todo, a oneração seria naturalmente repassada pela cadeia produtiva. E se não é, foi por conta de outro intervencionismo ao financiar caminhões em demasia impedindo o natural repasse nos fretes. O fato é que o valor de mercado da Petrobrás despencou na Bolsa de Valores pois os investidores não são trouxas. E a conta de mais um subsídio para os combustíveis de carga acabarão socializados por todos os cidadãos. Mas as manifestações dos caminhoneiros são bem-vindas, uma vez que protesta sobretudo pela manutenção de privilégios da casta política em detrimento de todos os cidadãos. Para não falar no tamanho paquidérmico do Estado brasileiro que ninguém aguenta mais e que fica evidente a cada crise experimentada.

Por que é da natureza humana buscar o que é melhor para si e dispensar o que lhe desagrada. E a soma desse egoismo geral acaba trazendo benefícios coletivos, a chamada “mão invisível” do mercado a que se referia Adam Smith, seguidor da tradição inglesa da filosofia moral, como Bernard Mandeville, com este marco que foi “A fábula das abelhas, vícios privados, benefícios públicos”.

Esta obra-prima da sátira britânica do século XVIII desencadeou uma grande controvérsia social ao rejeitar uma visão positiva da natureza humana e argumentar pela necessidade do vício como fundamento de uma economia capitalista emergente.

Bernard de Mandeville (1670-1733) nasceu em Rotterdam, Países Baixos. Filósofo, médico, economista político e satirista, passou a maior parte de sua vida na Inglaterra e escreveu quase todos os seus trabalhos em inglês. Sua obra magna, A fábula das abelhas, causou forte impacto no século XVIII, suscitando ataques e elogios, e contribuiu fortemente para lançar as bases da chamada ciência da natureza humana.

Veja mais em http://editoraunesp.com.br/catalogo/9788539307074,a-fabula-das-abelhas 

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