Artigo de Jorge Maranhão – A Voz do Cidadão https://www.avozdocidadao.com.br Instituto de Cultura de Cidadania Sat, 20 Mar 2021 11:18:59 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.2.14 Do DCSP: “Fachin, as ruas e a faxina do STF”, por Jorge Maranhão https://www.avozdocidadao.com.br/do-dcsp-fachin-as-ruas-e-a-faxina-do-stf-por-jorge-maranhao/ https://www.avozdocidadao.com.br/do-dcsp-fachin-as-ruas-e-a-faxina-do-stf-por-jorge-maranhao/#respond Sat, 20 Mar 2021 11:15:48 +0000 https://www.avozdocidadao.com.br/?p=39925

O fato é que o Brasil já não aguenta este Supremo Tirano. Não a instituição, se preciso me explicar para não ser preso. Mas a sua composição atual


  Por Jorge Maranhão19 de Março de 2021


Como todo militante esquerdista, Fachin acabará por destruir por dentro a instituição do STF, assim como já forneceu a centelha para os cidadãos tocarem fogo em seus sinistros no ato mais simbólico das manifestações deste último domingo. Vejam aqui o vídeo que registrou o ato.  

Mas veja também dois outros vídeos importantíssimos para entender a urgência do impasse cultural em que o Brasil está metido: aqui a aula 432 do Curso Online de Filosofia do Olavo de Carvalho sobre a urgente intervenção nos desmandos de alguns ministros do STF e aqui a entrevista de Paulo Guedes dando um panorama completo sobre a verdadeira situação político-econômica nacional e seus prognósticos.

Se por conveniência ou interesses escusos de alguns de seus membros, o Senado ou MPF, que são as únicas instituições que podem enquadrar alguns tresloucados atos do Supremo Tirano Federal, não cumprem com seu dever, começa a ganhar força o alerta do General Mourão garantindo que as FFAA não voltarão a bater continência a Lula, por mais que se anulem suas condenações de corrupção e tentem viabilizá-lo como   candidato à presidência. Vejam aqui o tamanho do impasse.

Mas o poder moderador das FFAA hesita e, se demorar muito, acabará por esvaziar sua credibilidade tão duramente resgatada e, o que é pior, cair no perigo de prevaricar por descumprimento de sua missão constitucional. Tudo por que o país passou a crer na lenda que não pode haver mais nada acima da autoridade dos sinistros supremos dentro da ordem democrática.

Esquecem-se que o primeiro parágrafo introdutório da Constituição invoca exatamente a proteção de Deus, este que ainda há de ser a mais alta autoridade acima dos sinistros ativistas metidos a supremos.

E aí, nos vem a questão urgente: onde estão as mais altas autoridades eclesiásticas brasileiras, para quem a lei divina está acima das leis dos homens, para vir a público exigir que, em virtude da conduta demoníaca de alguns dos supremos sinistros, no mínimo se retire a Santa Imagem do Cristo crucificado do sacrílego recinto do Supremo Tirano Federal, por absoluta profanação e heresia?

Como já dizia Erasmo de Roterdã, no belo apólogo “A Educação do Príncipe Cristão“, quase ao mesmo tempo em que os portugueses chegavam às nossas costas, no início do século XVI, “impõem-se ao governante os mandamentos da conduta cristã de amar o povo, não agir com soberba, não mentir ou enganar o próximo, não usar de seu poder para humilhar, ameaçar e tampouco restringir a liberdade de seu semelhante!“

Tenho certeza que para a grande maioria dos cidadãos brasileiros tais sinistros estão mais de parte com o demo do que com a democracia. Pois toda semana veem a público desafiar a paciência do nosso povo com uma gracinha nova. Soltam bandidos de organizações criminosas do tráfico e da política, mas prendem jornalistas e um deputado que não pode citar o AI-5 do regime militar, quando eles mesmos podem recorrer à lei de segurança nacional criada pelo mesmo regime.

Barroquistas insuperáveis com suas torções, retorções, contorções e distorções da realidade, chafurdando no lamaçal da retórica de transbordamento, ironias, paradoxos, contradições, hipérboles, eufemismos sem fim de sua linguagem canhestra e arrogante.  

O fato é que o Brasil já não aguenta este Supremo Tirano. Não a instituição, se preciso me explicar para não ser preso. Mas a sua composição atual, feita a base de politicagem e não de meritocracia, sobretudo alguns de seus supremos sinistros ativistas político-partidários sob a toga preta de ministros.

Uns quatro com pedidos de impeachment já arquivados por iniciativa do Batoré, como Toffoli, Gilmar Mendes, Lewandovski e o próprio Fachin, e outro mais recente protocolado ainda nesta primeira semana de marco, tendo o Seu Alexandre de Morais como alvo, por iniciativa de quatro senadores e da Coalizão Convergência, que congrega mais de sessenta entidades da sociedade civil. Com a palavra, o Sr Rodrigo Pacheco.

Até pelo medo da pandemia e do terror de tranca ruas que espalham no povo governadores e prefeitos respaldados pelo mesmo Supremo Tirano, evidente que as megamanifestações ocorridas desde 2013 não se repetirão com milhões de cidadãos indo às ruas. Mas milhares já deram sinal de que pretendem ocupar espaços mais efetivos como as portas dos quarteis, numa clara alusão à urgente participação das Forças Armadas.

E também já se conclama a ocupação mais efetiva dos salões do Senado até que suas excelências se dignem a desafiar a chantagem dos meritíssimos sinistros e botem seus pedidos de impeachment para tramitar.

Garanto que não teriam a desfaçatez de retaliar. Pois o povo ameaçaria mudar a ocupação para as calçadas do próprio Supremo, o que daria margem para as FFAA intervirem para botar ordem na casa. O Supremo perderia alguns de seus anéis para não perder os dedos. E os senhores senadores resgatariam a respeitabilidade da opinião pública neste ano pré-eleitoral. Pois quem não deve, não teme.

Com a garantia das FFAA, em missão constitucional, e a inevitável tomada do noticiário, pelo menos parte da bancada dos 365 deputados sem-culhões de enfrentar a arbitrariedade do mandado de prisão de um de seus pares pelo Seu Alexandre de Moraes,  ao arrepio da Constituição, acabaria se juntando aos bons para destravar as pautas mínimas de interesse da nação: reforma tributária, administrativa, eleitoral e federativa, prisão em segunda instância, voto impresso e auditável, fim de foro privilegiado e sobretudo uma nova lei para nomeação de supremos.

Bastariam estas para o país destravar a economia e restabelecer o fluxo de investimentos nacionais e internacionais, voltar a crescer, criar empregos e distribuir renda. E, evidentemente, como já fizemos no passado recente, quando cassamos de fato o mandato da Dilma, mesmo depois de mais um contorcionismo barroquista de exegese teratológica do Lewandovsky do artigo constitucional que manda cassar expressamente os direitos políticos de presidentes depostos.

O que evitaria a radicalização eleitoral, a divisão do país e a necessidade de termos de cassar nas ruas a elegibilidade do chefe da maior Orcrim da história pátria.

 * Mestre em filosofia pela UFRJ, dirige o Instituto de Cultura de Cidadania A Voz do Cidadão e autor de “Destorcer o Brasil. De sua cultura de torções, contorções e distorções barroquistas”. Email: [email protected]

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Artigo do DCSP: “Os votos de que o Brasil precisa para um próspero ano novo”, por Jorge Maranhão https://www.avozdocidadao.com.br/artigo-do-dcsp-os-votos-de-que-o-brasil-precisa-para-um-prospero-ano-novo-por-jorge-maranhao/ https://www.avozdocidadao.com.br/artigo-do-dcsp-os-votos-de-que-o-brasil-precisa-para-um-prospero-ano-novo-por-jorge-maranhao/#respond Wed, 30 Dec 2020 07:48:42 +0000 https://www.avozdocidadao.com.br/?p=39909

                                                                                                       Passou “desapercebida” pela nossa facciosa mídia barroquista a nota de repúdio do Movimento Federalista contra a manutenção em cárcere do jornalista Osvaldo Eustáquio,

“Vítima de arbitrariedade da atual composição do Supremo Tribunal Federal, e da ilegalidade de sua prisão promovida por agentes do próprio Estado Brasileiro, notadamente o Poder Judiciário, pelas razões que seguem:

Inexiste no ordenamento jurídico brasileiro prisão de cunho político de cidadãos, bem como, prisão por opinião.

Inexiste no ordenamento jurídico brasileiro prisão de pessoas sem o devido processo legal e sem o direito ao contraditório, fatos que se verificam no caso do Jornalista Osvaldo Eustáquio;

A soma dos fatos dos itens anteriores caracteriza ato ditatorial incompatível com a República. No caso em tela, é claramente compreensível pelo mais simples dos cidadãos que o Supremo Tribunal Federal, bem como parcela expressiva do Poder Judiciário brasileiro, que deveriam ser a garantia dos preceitos constitucionais, tornaram-se insurgentes contra a Carta Magna do Povo Brasileiro, ao estabelecer um verdadeiro “Estado Nacional Paralelo”, uma espécie de “República Unitária do STF”, ao, gradativamente, escreverem uma nova e própria constituição, baseada no terror, na arbitrariedade, subvertendo as normas legais vigentes e destruindo o Estado de Direito.

A omissão continuada dos outros poderes da Nação em relação à essa escalada autoritária conduzirá o País à completa insegurança jurídica e institucional, que, em conjunto com as medidas restritivas decorrentes, uma pandemia, de todo suspeita, e a ameaça da obrigatoriedade de aplicação de vacinas com efeitos incertos, poderá resultar em graves conflitos civis internos, quiçá uma guerra civil de enormes proporções.

Por tais razões, exigimos:

Que o poder Executivo e o Legislativo Federal, intervenham imediatamente no STF, no sentido de sustar, enquanto ainda há tempo hábil, a deterioração da instituição judiciária.

Que o Sr. Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, lembre-se do seu juramento como militar e como Chefe da Nação, com a mão direita sobre a nossa Constituição, quando no momento de sua posse jurou defender o Povo Brasileiro e a Pátria, e para tanto, com vistas a restaurar a Ordem legal e institucional, o respeito ao ordenamento jurídico e à democracia, adote imediatamente as medidas constitucionais protetivas da Nação e da República acionando as Forças Armadas do Brasil, instituição fundamental da Nação e pertencente ao Povo Brasileiro, por meio do Artigo 142 da própria Constituição Federal.

Brasília, DF 22 de dezembro de 2020

(Ato praticado sob o Direito Constitucional de Livre Expressão – Art. 5º e incisos correspondentes).

Movimento Federalista.

Há dois anos que circula nas redes sociais uma preciosa análise de nossa miséria política feita por um de nossos maiores juristas, Dr. Ives Gandra Martins, sobre a usurpação de competências levada a cabo diuturnamente pelo nosso Supremo em desfavor dos demais poderes, notadamente o Poder Executivo, eleito majoritariamente pelos cidadãos brasileiros. O vídeo pode ser conferido aqui e o leitor pode tirar suas próprias conclusões com o bom senso que se exige. 

Bom senso e prudência de que carecem as torcionistas exegeses de nossa Lei Maior e resumem de maneira clara e objetiva o que o país precisa para superar, não apenas um ano de involuntárias dificuldades em escala mundial, mas décadas de más escolhas e consequências fatais geradas por certos ministros, com a cumplicidade do pleno de nossa Suprema Corte, e que tem condenado o país a um grande impasse civilizatório.  

Em breves palavras nosso grande jurista explana o verdadeiro sentido do Artigo 142 que titula as FFAA como o poder moderador no caso de desordem institucional, exatamente para restabelecer a ordem constitucional que versa sobre a harmonia e independência dos poderes. Pois são as FFAA que têm como comandante o chefe do Estado brasileiro, para além de sua função de chefe de governo.

Nunca é demais termos consciência de que elegemos duas funções na mesma pessoa do Presidente da República, como manda a Constituição. Tanto o chefe de governo quanto o chefe de Estado, mas parece que só o primeiro está cumprindo o mandato. 

Por conta disso, começo a me convencer de que trinta anos de hegemonia socialista e socialdemocrata no Brasil condicionaram turmas e turmas de militares de patente superior, não apenas a se omitir do dever de intervenção cívica na degradação de nossas instituições jurídicas e políticas, mas a serem cúmplices mesmo dos desmandos e abusos de seus malfadados representantes, de resto, os de nível mais baixo da história do país!

Pois foram trinta anos da mais sórdida campanha de demonização institucional levada a cabo pelas mesmas forças de esquerda que dominaram os aparelhos ideológicos do Estado, a imprensa falada e escrita e os estamentos burocráticos da academia e da justiça. Sim, pois quem tem realmente mandado no país tem sido a alta burocracia estatal esquerdista, civil e militar, exatamente para lhe eternizar a odiosa privilegiatura de um Estado cativo de seus interesses corporativos e não servidor do cidadão que lhe sustenta. 

No entanto chega a ser um prodígio hoje em dia as FFAA serem reconhecidas pela opinião pública como uma das instituições de maior credibilidade nacional. O que, aliás, nossos historiadores ainda nos devem esclarecer: que “entendimento” teria havido entre a inteligência esquerdista e militar de outrora no sentido de trocar o prosseguimento da guerrilha comunista pela sua ocupação “pacifica” dos aparelhos ideológicos do Estado? 

Na sua última entrevista nas redes sociais, a raposa felpuda de Bob Jefferson afirma que as FFAA não tomarão a iniciativa de intervenção no nosso degenerado Supremo. Mas, se insistirem em legislar como puxadinho de partidecos esquerdistas em minoria perdedora de votações nas casas legislativas, e o Senado de rabo preso não cumprir sua função de julgar os pedidos de impeachments de alguns de nossos sinistros, a iniciativa de enxotá-los de suas enlameadas togas terá de partir dos movimentos sociais, cabendo as FFAA apartar o impasse institucional e botar ordem na casa.

Pois o país não aguenta mais a sabotagem da autoridade do Poder Executivo pelo Judiciário, que custa a todos ficar à mercê de executivos mini ditadores municipais, promovendo a ruína da economia, a irresponsabilidade maníaca dos chefes de bancadas parlamentares que boicotam as reformas condenando a crescimento pífio toda uma nação.

Pois, os votos de prosperidade de um ano vindouro para toda a nação brasileira, passa necessariamente pelos votos de consciência cívica de cada uma das lideranças nacionais, sobretudo das FFAA, sobre o seu indelegável dever de agir contra a alta e sibilina delinquência e dos abusos de poderes do Legislativo e Judiciário nacionais. 

Jorge Maranhão, mestre em filosofia pela UFRJ, dirige o Instituto de Cultura de Cidadania A Voz do Cidadão e é autor de “Destorcer o Brasil. De sua cultura de torções, contorções e distorções barroquistas“. Email: [email protected]

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Artigo do DCSP: “Pior a emenda do que o soneto”, por Jorge Maranhão https://www.avozdocidadao.com.br/artigo-do-dcsp-pior-a-emenda-do-que-o-soneto-por-jorge-maranhao/ https://www.avozdocidadao.com.br/artigo-do-dcsp-pior-a-emenda-do-que-o-soneto-por-jorge-maranhao/#respond Fri, 27 Nov 2020 18:05:38 +0000 https://www.avozdocidadao.com.br/?p=39903 O grande problema do Brasil é que as soluções para os problemas criados pela alta burocracia estatal são sempre parte desse problema, e jamais uma solução.

E antes que algum de nossos supremos togados resolva me processar por ataque à “honra institucional” do Supremo Jeitinho, vou logo adiantando que minha livre expressão de opinião é garantida na Constituição que eles dizem defender e lhes é integralmente negativa. 

Lamento, mas se dirige às pessoas de seus atuais ministros, mais conhecidos como ‘sinistros’ no território livre das redes sociais, e ocupantes temporários do Egrégio Pretório, e não contra a instituição em si que, de resto, estou para saber se pode mesmo merecer os atributos de alguma forma de honorabilidade, salvo por via de barrocas metonímias, figuras retóricas de duvidoso gosto e cabimento. 

Pois o que define o capítulo V do Código Penal são os crimes contra a honra da pessoa tout court e, não por metonímico puxadinho, para entes inanimados e abstratos como quer o barroquista vício de transbordamento hiperbólico da retórica coletivista. 

Pois coletivistas e socialistas, sejam carnívoros petistas ou vegetarianos peessedebistas, são a maioria dos supremos togados, indicados por escusos interesses politiqueiros de nossos últimos governantes esquerdopatas, passando longe de quaisquer resquícios de reputação ilibada ou notório saber jurídico. 

Nomearam apenas os compadres de confiança. E aí, deu no que deu. A atual composição de nosso Supremo de Frango tem sido a mais desmoralizada da história em miríades de posts das redes sociais. Não fosse também o plenário de composição o mais medíocre da história da instituição, desde o Império. 

Vide, a título de mero exemplo, a composição dos ministros da Casa de Suplicação, antecessora do atual Supremo, no período imperial de nossa história – para não falar do Senado Federal ou do Conselho de Ministros, com estadistas do porte de um José Bonifácio de Andrada e Silva, cientista-membro das academias de ciências da Alemanha, Inglaterra e Áustria. 

Ou Joaquim Nabuco, fundador da Academia Brasileira de Letras, correspondente na Inglaterra e embaixador dos Estados Unidos. Ou mesmo José da Silva Lisboa, o Visconde de Cairu, economista introdutor do pensamento de Adam Smith no Brasil e, como jurista, primeiro tradutor da obra de Edmund Burke para o português. 

Um dos mais evidentes sinais da decadência cultural que trinta anos de ocupação de poder nos legou às hostes governantes esquerdistas brasileiras é a tentativa de explicação do atual encarregado das eleições municipais sobre ataques cibernéticos, justificando mais um inquérito aberto pela Policia Federal – uma vez que a explicação para a lambança da totalização centralizada e travada das eleições municipais deste ano não convenceu ninguém, provocando apenas memes de chacotas das mais risíveis nas redes sociais. 

Uma das mais sagazes explica a diferença entre a fraude eleitoral americana e a fraude eleitoral brasileira. A primeira, termina na Suprema Corte americana, enquanto a daqui do Brasil começa na Suprema Corte. Assinado, o cidadão curitibano Roberto Legey, conhecido ativista com milhares de seguidores nas redes sociais. 

O que nos leva ao senso comum de que o grande problema do Brasil é que as soluções para os problemas criados pela obesa alta burocracia estatal são sempre parte do problema, e jamais uma solução. Ou, como no dito popular, pior a emenda que o soneto.

E o circo deve continuar mais animado ainda para este segundo turno no que tange a acirrada disputa, sobretudo nas capitais do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Pernambuco.

A esquerda prometendo mundos e fundos na maior cara de pau, apostando na memória curta do eleitorado e na falta de cobrança de promessas ocas no decorrer dos mandatos por uma criminosa parcialidade da grande mídia profissional, e dos deformadores de opinião da academia infiltrada de ativistas progressistas. 

Segundo a economista Zeina Latif, no Estadão, as promessas de Guilherme Boulos, por exemplo, são inexequíveis. O jovem demagogo, tido como o novo Lula da atual geração, reproduz o discurso da velha esquerda que não acredita em restrição orçamentária e acha que tudo se resolve com mais recursos caídos dos céus.

 A lista de promessas de campanha é inexequível, pela escassez dos orçamentos públicos e, acima de tudo, por contemplar medidas tecnicamente equivocadas. Para cobrar a dívida ativa, em boa medida irrecuperável neste país de crises frequentes, Boulos promete contratar mais procuradores.

Para reduzir a população de rua, propõe usar a rede hoteleira e contratar mais agentes de assistência social. Para a segurança pública, mais policiais. Para a saúde, mais médicos. E por aí vai. Soluções de aparelhamento da máquina pública, jamais inovadoras.

UQuando a direita não cumpre com seu dever de explicitar a verdade dos números, a esquerda vence com a farsa retórica barroquista! Ou aprendemos esta amarga lição da história das democracias, ou continuaremos a marchar um passo à frente e dois outros atrás. 

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Do DCSP – “Trump e a ingenuidade retórica dos conservadores”, por Jorge Maranhão https://www.avozdocidadao.com.br/do-dcsp-trump-e-a-ingenuidade-retorica-dos-conservadores-por-jorge-maranhao/ https://www.avozdocidadao.com.br/do-dcsp-trump-e-a-ingenuidade-retorica-dos-conservadores-por-jorge-maranhao/#respond Thu, 22 Oct 2020 09:31:16 +0000 https://www.avozdocidadao.com.br/?p=39888

Nessas eleições, a questão decisiva não apenas para a cidadania norte-americana, mas para a cidadania de todo o planeta é: queremos mais Estado ou menos Estado?



Acompanhando os debates e as estratégias de argumentação da campanha presidencial norte-americana fico perplexo com a ingenuidade retórica dos conservadores. Já se disse, aliás, que por argumentarem com lógica, acham que seus contendores progressistas se limitam a ela e prezam pelo princípio moral da admissão da verdade.

Desde 1988, quando ainda operava uma agência de propaganda especializada em estratégia de argumentação, assessorei alguns candidatos em campanhas eleitorais, o que me levou a escrever artigos em vários jornais e um livro sobre as experiências (Mídia e cidadania, Rio: Topbooks, 1993).

Nele, descrevo os oito quesitos essenciais para a formulação de uma estratégia de campanha bem-sucedida: o currículo do candidato, o objetivo do mandato, sua argumentação, seu histórico de vida pública, sua equipe, trânsito nacional e internacional nos vários setores sociais, suas crenças doutrinarias e o partido a que pertence.

Sendo que o primeiro quesito, até por isso colocado em primeiro lugar na lista, é o mais importante e determinante dos demais. Ou seja, antes de abrir a boca para argumentar, um candidato tem seu próprio ser como argumento. Argumento ético, do ethos, antes mesmo do argumento lógico, da razão, ou mesmo retórico, da persuasão.

Pois um candidato já diz muito de si na mera exposição de sua figura com a legenda de seu principal oficio independente mesmo do seu histórico político. Sobretudo entre candidatos com níveis de publicidade as mais diversas, quanto mais se diametralmente opostas, como no caso de Trump e Biden.

Somente depois de sua apresentação como sujeito é que se seguirão os atributos do que pensa, do que pretende fazer, na companhia de quem, segundo que princípios e crenças, adendos secundários diante da imagem mesma do candidato.

Tentar argumentar em sentido inverso, colocando os predicados antes do sujeito, é recurso retórico. Pois antes de saber o que pensa, o que pretende e no que crê, precisamos saber de quem se trata. Se não, estamos diante de uma clara artimanha para intimidar o contendor e jogar para a plateia. Especialidade, é claro, dos progressistas para intimidar os conservadores desde a hegemonia da retórica sofista no âmbito da democracia clássica grega, retomada nos tempos modernos.

Em termos clássicos, primeiro temos de saber do ethos do candidato para depois, então, procurarmos investigar e dar publicidade ao seu logos ou mesmo a seu pathos. Pois, em termos lógicos e não retóricos, o sujeito vem antes do predicado, o ser antes do saber, do agir ou do sofrer uma ação.

Vendo o debate de Trump com Biden, não me contive e mandei uma mensagem urgente e carregada nas tintas para a página de contatos de sua campanha na internet, chamando a sua atenção sobre o equívoco da estratégia de participar do debate dentro daquelas regras que só favorecem o candidato progressista independente da argumentação conservadora.

Pois se tratavam de escolhas de dez tópicos todos de interesse da argumentação progressista, democrata-populista, como: pandemia, obamacare, ativismo racial, violência policial, desemprego, comércio internacional, mudança climática, Oriente médio, relações com China, abortismo, casamento gay, votação a distância etc. Enfim, a política fatiada e servida em pedaços pela grande mídia notória adversária de Trump.

Temas que encobrem a radical diferença entre os ethos dos candidatos. Com exceção de um único momento, que não durou um minuto sequer, quando Trump resumiu em termos claros e precisos:

“Em 47 meses, fiz mais do que você fez em 47 anos”, disse Trump ao vice-presidente.

E isto, por que? Simplesmente por que se Trump é um homem de negócios que empreende, corre riscos, produz riqueza e empregos, Joe Biden nada mais é do que um velho burocrata e raposa política do establishment de Washington vivendo do poder, dos recursos públicos e das corporações sindicais e empresariais interessadas no poder.

E esta é a questão que está em jogo. A questão decisiva não apenas para a cidadania norte-americana, mas para a cidadania de todo o planeta: queremos mais Estado ou menos Estado? Pois empresários sempre vão lutar pela sua minoração, enquanto burocratas sempre lutarão pelo seu inchaço. Pura questão de sobrevivência. E tudo o mais é apenas firula, retórica progressista, democratismo populista, a famosa “degeneração da pólis”, como já denunciava Platão na República.

Como digo na mensagem enviada a campanha de Trump: “recomendo uma radical mudança na estratégia argumentativa, cujo foco deve ignorar supostos itens mais importantes do ‘cardápio do dia’ da mídia progressista e se limitar à radical diferença de perfil dos candidatos. Tão simples assim. Pois o resto nada mais é do que o transbordamento contorcionista de ornamentos barroquistas típicos dos progressistas, para iludir incautos”.

Se você, leitor, concordar, e tiver algum contato com alguém próximo a campanha de Trump, por favor passe a mensagem adiante. Por que uma campanha presidencial como a norte-americana é importante demais para ficar apenas nos votos de cidadãos norte-americanos e excluir os cidadãos de todo o planeta.




 Mestre em filosofia pela UFRJ, dirige o Instituto de Cultura de Cidadania A Voz do Cidadão e autor de “Destorcer o Brasil. De sua cultura de torções, contorções e distorções barroquistas”. Email: [email protected]


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Artigo – do DCSP: “Babau! Na terra das fake news ninguém investe!”, por Jorge Maranhão https://www.avozdocidadao.com.br/artigo-do-dcsp-babau-na-terra-das-fake-news-ninguem-investe-por-jorge-maranhao/ https://www.avozdocidadao.com.br/artigo-do-dcsp-babau-na-terra-das-fake-news-ninguem-investe-por-jorge-maranhao/#respond Thu, 17 Sep 2020 13:52:17 +0000 https://www.avozdocidadao.com.br/?p=39880 Como um empreendedor pode tomar alguma decisão sobre investimento, ou mera alocação de recursos, em meio à guerra de narrativas das mídias de massa, do judiciário cativo de ativismo e de uma academia de intelectuais militantes? 



Diante do brain drain nacional, pensei em criar Associação Internacional dos Brasileiros Autoexpatriados, cuja sugestiva sigla poderia ser Babau Brasil. Estando longe, e talvez por isso mesmo, ela possa fazer mais pelo país, antes que os esquerdistas e seus inocentes úteis acabem de vez com nossas parcas esperanças.

Pois a visão de fora deve ser mais fidedigna do que a visão de dentro, dos que permanecem cativos das grandes redes de desinformação da extrema imprensa.

Mesmo os autoexilados do Brasil profundo, o rico agrobusiness que do interior sustenta a vagabundagem urbana, alheios à bolha progressista dos grandes centros urbanos, se informam pela mídia internacional setorizada e na realidade concreta dos maiores importadores de alimentos do mundo!

E não caem na bavardage estéril dos comentaristas de bastidores dos podres poderes de Brasília.

Apesar da vergonha internacional de nosso Supremo Jeitinho, que persegue com censura, mandados de busca e apreensão e até mesmo de prisão inúmeros cidadãos comentaristas de nossa miséria política e cultural, ainda não conseguiu calar a boca de nossos comentaristas que falam do exterior.

Acompanho algumas dezenas deles e é impressionante a diferença do Brasil que narram, do Brasil que nos apresentam os jornalistas “profissionais” da grande imprensa extrema, corporativista e esquerdalhada. E a cada dia que passa, mais e mais cidadãos cancelam suas assinaturas da grande mídia e passam a seguir e assinar nossos comentaristas espontâneos de centenas de blogs e canais que já não tenho tempo de acompanhar tantos.

Todavia, há exceções numa pequena trincheira de grandes nomes do jornalismo profissional independente com colunas em alguns veículos de porte médio como Alexandre Garcia, Augusto Nunes, Guilherme Fiúza, J. R. Guzzo, Caio Coppolla, Diogo Mainardi, Felipe Moura Brasil, José Nêumane Pinto, Luiz Ernesto Lacombe e alguns outros.

Mas o fenômeno impressionante mesmo é dos próprios cidadãos dos mais variados setores profissionais botando a cara nas redes sociais para opinar sobre a cena política: além de jornalistas independentes, advogados, promotores, juristas de renome, economistas, historiadores, filósofos, cientistas sociais, pesquisadores, cientistas, médicos e até mesmo alguns empresários comprometidos em monitorar e vigiar os desmandos e desvarios de Brasília.

Proponho apenas que nos reunamos todos na Babau Brasil para nos manifestar em coro e em torno de uma pauta estratégica de consolidação das conquistas da aliança entre conservadores e liberais, desde 2013 a 2018, sobretudo para impedir que a esquerdalha retorne em 2022 com seu populismo e enganação geral. E o país, que já foi de cem milhões de técnicos de futebol, passe a ser agora uma barreira de cem milhões de cidadãos políticos.

Evidentemente que uma pauta estratégica deve priorizar não apenas uma desratização das instituições de estado, do executivo, legislativo e judiciário, tomadas por mistificadores e contorcionistas nos últimos 30 anos de governos esquerdistas, como também as instituições da sociedade civil de educação, representação empresarial, imprensa, entretenimento, sindicatos e igrejas. 

Sobretudo na imprensa que reverbera, não apenas a “barulhenta e vibrante democracia brasileira”, no dizer de Paulo Guedes, como a guerra maior da desinformação maliciosa de jornalistas que permanecem nos bunkers da grande mídia para solapar o governo com a maior torção que já tivemos notícia em nossa história: o sentido mesmo das alegadas fake news.

Pois é bom lembrar que não se trata de um fenômeno novo nem sequer brasileiro, pois boatos sempre existiram desde que se disputa poder político na história da humanidade. Na sua versão contemporânea, todavia, o uso do termo foi um alerta da campanha de Donald Trump contra a mídia convencional que sustentou até o último minuto que ele não ganharia as eleições americanas.

Caso semelhante ocorreu no Brasil no embate de Bolsonaro contra poderosas organizações de mídia como Rede Globo e Folha de São Paulo. E nem por isso, seus jornaleiros botam a mão na consciência, como a petralhada bandida, para se retratar com a opinião pública.

Ao contrário, com a campanha do “Fato ou fake”, a Rede Globo sequestrou o sentido e inverteu a acusação que, se
originalmente era de políticos conservadores contra a infiltração esquerdista da grande mídia, passou a ser o combate contra os cidadãos conservadores e liberais que dão sustentação ao presidente eleito – o que acabou arrastando membros do legislativo e do Pretório Excelso do Supremo Corte para a aventura desmoralizante do “Inquérito do fim do mundo”.

E esse é o ponto que temos todos de entrar em consenso. Pois a fake news surgiu exatamente como uma denúncia de uma voz vitoriosa conservadora do mundo contra uma hegemonia progressista da imprensa que fica distorcendo a realidade.

Quando a própria tentativa de progressistas em eliminar os conservadores se torna uma contradição em termos, uma vez que não se pode verificar progresso sem o ponto de partida conservador. Quando, hoje se sabe, conservadores não são contra o progresso, se não quando às custas de valores da tradição humanista, o que na verdade é regresso.

Sobretudo para nós, desprovidos de alta cultura e senso de discernimento, imersos em nossa mentalidade barroquista miserável: o que era uma denúncia de um conservador contra os progressistas, que sempre colocaram a farsa acima do fato, se contorciona numa arma dos progressistas contra os conservadores com o novo rótulo de fake news. O máximo da torção que pode existir e que é típica da cultura barroquista brasileira.

A partir de agora, se trata de consolidar o que promete ser o início de uma era iluminista, enfim, cuja oportunidade e responsabilidade só cabe a nós. Pois o iluminismo, desde a Renascença europeia, que não nos alcançou devido o assalto barroquista, não se iludam, não foi feito apenas de grandes ideias de grandes artistas, filósofos e cientistas. Mas sobretudo de empresários que as financiaram na prática.

Por isso proponho que tenhamos uma pauta mínima comum de pensamento e ação diante desta guerra de narrativas por que passa a cultura política, jurídica e social brasileira, iniciada a partir das megamanifestações de 2013, com vistas a se consolidar ou dispersar em 2022.

Quando da passagem de dois séculos de barroquismo mental brasileiro teremos a oportunidade histórica de completar a primeira década de relativo e impúbere iluminismo, com a resistência do mestre de todos nós, o filósofo Olavo de Carvalho, ele próprio um autoexilado e sem nenhuma dúvida nosso maior exemplo de brain drain.

Como lema da associação, lanço a sugestão: “antes de cuspir na terra que te pariu, pergunte o que ganhas com isto e o que tens feito para ajudar o Brasil a superar seu impasse civilizatório”?

Por que está cada dia mais claro que, ou saímos desta, juntos, ou estaremos todos condenados a mais algumas décadas de crescimento do tipo marcha-soldado e, pior, com as esquerdas tendo “tomado o poder”, no dizer de seu guru ideológico, para perpetuar a cultura da barbárie do “quanto pior, melhor”, típica retórica do paradoxo barroco-esquerdista.

E conclamo sobretudo nossos empreendedores para o enfrentamento dos dez segmentos boicotadores do crescimento nacional como já me referi aqui em artigo anterior. Através de grupos de discussão mais aprofundada das causas do impasse brasileiro e suas possíveis saídas.

Pois, como um empreendedor ou investidor pode tomar alguma decisão sobre investimento, ou mera alocação de recursos, meio à guerra de narrativas das mídias de massa, o dito jornalismo profissional progressista, um judiciário também cativo de ativismo judicial, uma academia de intelectuais militantes de ideologias esquerdistas hegemônica?

Este é o impasse brasileiro, em conluio com a privilegiatura da alta burocracia, dos políticos fisiológicos, artistas e onguistas mamadores das tetas do Tesouro: impasse cultural, de uma resiliente cultura barroquista que habita nosso imaginário! Que tudo falseia, escamoteia, torce e distorce, retorce e contorce, como na tese de meu livro que você pode conhecer aqui. E que servirá de roteiro para nossos grupos de cidadania corporativa. 

Exemplo? Quando o presidente nos questiona e diz para nos compararmos a Israel, tudo que eles não têm e o que tanto fazem de tão pouco, e tudo o que nós temos de riqueza natural e o tão pouco que somos, e não dá a resposta, eu ouso dá-la: somos cativos de uma narrativa hegemônica de três séculos quando achamos “que Deus provê”, “em se plantando tudo dá” (nosso sucesso real, por sinal), não desfazemos as narrativas imaginárias, fantasiosas, da “segunda realidade quixotesca”, da mentalidade revolucionária denunciada por Olavo de Carvalho, da paralaxe cognitiva, quando queremos crer que a realidade se constitui de nossas crenças.

A ideologia esquerdista materialista é a nossa maior desgraça cultural pois filha dileta e expressão da resiliência secular de nosso barroquismo mental. E para superar este impasse temos de nos conscientizar minimamente da guerra de narrativas e estabelecer o consenso sobre algumas poucas prioridades estratégicas, uma única pauta viável para o país superar a armadilha do baixo desenvolvimento. Como tenho dito:

1. Influenciando de todos os meios possíveis para que os dirigentes e editores das grandes redes de mídia passem a contratar jornalistas e produtores de conteúdo liberais e conservadores para compensar a hegemonia esquerdista das últimas décadas e restabelecer a qualidade do debate público, consolidando a virada iluminista iniciada em 2013, o que já tem ocorrido em algumas poucas redes, como Jovem Pan, Gazeta do Povo, O Antagonista e centenas de canais das redes sociais;

2. Exigindo dos parlamentares o compromisso de mudança do atual sistema de indicação política de ministros das cortes superiores, com o fim de despolitizar a justiça – pois o Supremo Jeitinho hoje nada mais é do que o puxadinho de nanicos partidos de oposição esquerdistas incompetentes eleitorais e legislativos. Além de pressionar pela retomada da tramitação dos processos de impeachment de alguns sinistros do atual Supremo;

3. Exigindo dos políticos a retomada da reforma política com voto distrital puro, voto facultativo, impresso e cláusula de barreira e de desempenho (recall);

4. Exigindo a mudança do sistema de indicação de reitores para as universidades públicas, restabelecendo gestão por desempenho, o critério de mérito e garantindo a pluralidade de ideias;

5. Exigindo a abertura do sistema de produção, gestão e de incentivo cultural para a participação equânime de agentes produtores de conteúdo conservadores e liberais ao lado de progressistas, e só eleger congressistas com compromisso firmado com essa e as quatro medidas anteriores.

Não há nada mais estratégico. Mas se você discorda, nos escreva para o nosso e-mail: [email protected]. E participe de nossos grupos de agentes de cidadania, do curso de cidadania corporativa cujo programa você pode acessar aqui, e nos convença de uma outra agenda mais estratégica. O tempo urge e o que está em jogo é você poder legar no Brasil o patrimônio que construiu aqui para seus filhos e netos, sem ter de engrossar o quadro da Babau Brasil.  


Jorge Maranhão  | Mestre em filosofia pela UFRJ, dirige o Instituto de Cultura de Cidadania A Voz do Cidadão e autor de “Destorcer o Brasil. De sua cultura de torções, contorções e distorções barroquistas”.
Email: [email protected]

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Artigo do DCSP: “A saída de Salim”, por Jorge Maranhão https://www.avozdocidadao.com.br/artigo-do-dcsp-a-saida-de-salim-por-jorge-maranhao/ https://www.avozdocidadao.com.br/artigo-do-dcsp-a-saida-de-salim-por-jorge-maranhao/#respond Tue, 18 Aug 2020 02:07:33 +0000 https://www.avozdocidadao.com.br/?p=39864

                                                                       

Todo cidadão de bem deste país deveria ler e refletir sobre a carta de despedida do secretário nacional de desestatização, Salim Mattar. É um documento histórico que, como poucos, revela o impasse civilizatório em que esta nação está imersa há séculos. 

Um documento da mais alta sensatez de um homem dos mais bem-sucedidos da iniciativa privada brasileira e que, por menos de dois anos de luta renhida no setor público, preferiu jogar a toalha e retornar a seu habitat natural, onde promete continuar lutando pela mudança da lamentável cultura política nacional.

Já escrevi um livro sobre o impasse brasileiro que desafia a esperança e a determinação do presidente para fazer o país voltar a crescer e trilhar o caminho de reencontro com seu grandioso destino. Que desafia também a esperança de 60 milhões de seus eleitores. Impasse que não é novo e que nos infelicita a todos os cidadãos de bem desde o golpe da república. 

Pois não há atalho: a uma mudança política, antecede obrigatoriamente uma mudança cultural. E a carta deixa claro que não mudaremos a política se não mudarmos a cultura.

Com a farsa da república, começamos a construir um país cujo estado se serve dos cidadãos pagadores de impostos para a locupletação dos interesses mais vis do estamento burocrático em detrimento direto dos interesses mais legítimos e naturais dos próprios cidadãos. 

Ao excelente diagnóstico de Raimundo Faoro, não conseguimos implementar um plano de ação para a mudança da cultura política.

Destaco apenas dois parágrafos da carta de Salim Mattar, não obstante o texto integral, que você pode ler aqui, ser relevante: “No governo procura-se defender o estado, enquanto o correto seria defender o cidadão… Se no mundo dos negócios a orientação é mudar para melhorar, no governo é permanecer as coisas como são para manter do jeito que estão…. Os grupos de interesse, absolutamente legítimos e naturais em uma democracia, dificultam o processo de desestatização. Assim, o establishment composto diretamente pelos empregados públicos, sindicatos, fornecedores, comunidades, políticos locais, partidos de esquerda e lideranças políticas têm sido uma barreira natural para a privatização”.

Como vemos, estão listados na carta os legítimos interesses corporativistas dos burocratas de carreira pública e os agentes políticos fisiológicos e esquerdistas que tem se sobreposto aos interesses dos cidadãos. A questão é se avaliar quão mais legítimos são os interesses deles contra os interesses da maioria dos cidadãos.

Apenas para efeito de comparação, veja-se a conduta social daqueles agentes públicos em face da mesma conduta social dos cidadãos comuns no contexto da atual pandemia.

Enquanto estes pagaram a conta da recessão provocada, seja por fechamento de suas empresas, seja pelo desemprego em massa, os agentes públicos, salvo raras exceções, permaneceram intocáveis em suas estabilidades e, pior, sem a redução mínima que fosse de seus gordos proventos e, mais escandaloso ainda, sem abrirem mão de um privilégio que fosse. 

Conheço vários, inclusive, que simplesmente tiraram férias sob o falso argumento de estarem trabalhando em “home office”, indo para suas casas de campo enquanto aproveitavam para fazer obras em suas residências fixas. Um verdadeiro escárnio de lesa-pátria. 

Resta saber que independência a alta burocracia judiciária pode ter para julgar a vil conduta social de seus próprios pares de corporativismo escancarado. Aliás, quem vai julgar os juízes? Quem vai julgar os burocratas e políticos corruptos e os fornecedores parasitas de centenas de estatais e autarquias perdulárias? 

A menos que atos de dignidade, coragem e sensatez como os de Salim Mattar, Rubens Novaes e Paulo Uebel comecem a pipocar diante da opinião pública brasileira. Pois a lista dos agentes da vilania, que já listei aqui e não custa relembrar, se explicite cada dia mais.

Bancadas parlamentares assaltantes do tesouro aliadas aos partidos esquerdistas minoritários, empresários corruptos fornecedores estatais, banqueiros oligopolistas rentistas parasitas da dívida pública, membros das altas cortes de justiça indicados por políticos corruptos, alta burocracia estatal com suas acintosas privilegiaturas, ongueiros globalistas, ambientalistas e ativistas de direitos “dos manos”, intelectuais esquerdistas aboletados em cátedras universitárias, ativistas do abortismo, da destruição da família e das minorias de gênero, artistas do showbiz viciados em incentivos fiscais, todos ecoados pelos jornalistas de má-fé, militantes do esquerdismo.

Ou seja, dez segmentos de agentes da vilania que podem ser resumidos em dois grandes grupos de altos burocratas corporativistas e políticos esquerdistas e patrimonialistas associados a empresários corruptores, ajudados pela insana classe de jornalistas, artistas, ativistas e ongueiros mamadores do estado. 

Se são os políticos que os nomeiam eleitos pelos cidadãos pagadores de impostos, só existe uma saída: a gradual substituição da hegemonia de agentes de vilania por agentes de cidadania, da cultura da farsa de um estado que se serve dos impostos dos cidadãos contra a cultura de cidadãos politicamente ativos na vigilância dos recursos públicos.

E não há mágica quando a luta é renhida: substituir a cultura do barroquismo da farsa de servidores que se servem a si mesmos e políticos que só representam seus interesses, por uma cultura iluminista de desconfiança e sensatez de cidadãos comuns. 

O que a eleição de Bolsonaro, contra todos os cínicos acima citados, demonstrou ser perfeitamente possível. Se a pauta de 2013 a 2018 era clara e simples luta contra a corrupção na política, o consenso que se impõe aos cidadãos para o próximo quinquênio deve ser tão simples e claro como o de enquadrar os agentes públicos que atuam contra o interesse público. 

Confluindo para no máximo cinco os itens de uma pauta de transformação da cultura política nacional, cidadãos e entidades civis e de representação profissional, empresariado independente e servidores públicos de carreira bem-intencionados, o Brasil poderá cumprir o seu destino de grandeza, pela prevalência do bom senso iluminista contra a farsa barroquista da política nacional:

1. Influenciando com cancelamento de assinaturas para que os dirigentes das grandes redes de mídia passem a contratar editores liberais e conservadores para compensar a hegemonia esquerdista das últimas décadas e restabelecer a qualidade do debate público, como já tem ocorrido em muitas delas; 

2. Exigindo dos parlamentares o compromisso de mudança do atual sistema de indicação política de ministros das cortes superiores; e reivindicar a tramitação dos processos de impeachment de alguns ministros do atual Supremo;

3. Exigindo dos políticos a retomada da reforma política com voto distrital puro, voto facultativo, impresso e cláusula de barreira e de desempenho (recall);

4. Exigindo a mudança do sistema de indicação de reitores para as universidades públicas, restabelecendo gestão por desempenho, o critério de mérito e garantindo a pluralidade de ideias;

5. Exigindo a abertura do sistema de produção, gestão e de incentivo cultural para a participação equânime de agentes conservadores e liberais ao lado de progressistas, e só eleger congressistas com compromisso firmado com essa e as três medidas anteriores.

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Artigo – Do DCSP: “A imprensa que embrulha. Ou a pobreza de nosso jornalismo “progressista”, por Jorge Maranhão https://www.avozdocidadao.com.br/artigo-do-dcsp-a-imprensa-que-embrulha-ou-a-pobreza-de-nosso-jornalismo-progressista-por-jorge-maranhao/ https://www.avozdocidadao.com.br/artigo-do-dcsp-a-imprensa-que-embrulha-ou-a-pobreza-de-nosso-jornalismo-progressista-por-jorge-maranhao/#respond Tue, 14 Jul 2020 14:23:30 +0000 https://www.avozdocidadao.com.br/?p=39860 A imprensa que embrulha. Ou a pobreza de nosso jornalismo “progressista”

                                                                                         Jorge Maranhão

Antigamente os jornais eram de papel. Tinham ao menos uma serventia secundária, ou até mesma prioritária para os cadernos que não nos interessavam, de se usar para embrulho de compras e para a exímia arte de empacotar ou forrar as caixas de objetos frágeis. Serviam também para limpar as sujeiras da vida, forrar o piso para os respingos das pinturas, aquecer o interior dos sapatos, como mochas de acender lareiras, ou para isolar frestas de janelas, calçar mesas ou revestir gavetas.

Hoje, nem para isso servem pois são apenas flatos do mundo digital. Malcheirosos leros-leros ou blá-blá-blá! Lixo discurseiro de ativistas disfarçados de jornalistas contorcionistas da realidade. Deixam apenas o mal cheiro da mentira na tentativa malograda de enganar as mentes dos leitores. O que, afinal de contas não deixa de ser embrulhar! Não como empacotar que para algo sempre servia, mas como ludibriar que apenas retarda a hora da verdade!

Neste mês dois amigos socialdemocratas, daqueles que se acham centrados entre as extremas esquerda e direita, me enviaram dois editoriais de dois jornalistas baixando a lenha no presidente da república. Um deles, Pedro Dória, que também ocupa cargos nos maiores jornais do país, com mais veemência, grava comentários diários para seu canal nas redes sociais pregando o impeachment do presidente. Veja aqui. E outro, João Moreira Salles, mais suave, através de editoriais de sua revista mensal Piauí, também fazendo a sua parte para desconstruir a imagem pública do presidente. Veja aqui.

No entanto, o Instituto Paraná Pesquisas ouviu 2.390 pessoas na semana passada para definir quem tem mais credibilidade entre Bolsonaro e o mais influente jornalista brasileiro, William Bonner, o principal âncora da poderosa Rede Globo, que comanda os ataques diários ao presidente, e… deu Bolsonaro. O chefe do Executivo tem a confiança de 37,9% contra 32,6% do editor-chefe do Jornal Nacional. Esta é a esquizofrenia que vivemos no fantástico mundo novo das fake news.

O que não dá para entender é como os herdeiros de Dr. Roberto, deixam seus jornalistas destruírem a credibilidade do maior grupo de comunicação do país que seu pai levou a vida inteira para construir.

Nas redes sociais é exatamente o contrário do que pensa o nosso Supremo Jeitinho aparelhado pelo esquerdismo. A credibilidade é instantânea pois vem da total diversidade de visões e o checking é imediato, pelo menos em mais de cem canais que acompanho – por que mais não dou conta – muitos dos quais com seguidores na casa dos milhões.

Não se vê a arrogante tentativa de doutrinação das estrelas do jornalismo profissional, mas a crua expressão de opiniões antagônicas dos cidadãos, sem aquele ar enganador e arrogante de doutrinadores dos ideais humanistas, os donos da virtude moral e dos bons costumes.

Pois bem: nossos jornalistas têm muito a perder em credibilidade diante da maioria dos cidadãos que elegeram o presidente quando este tem sido apenas fiel a seus eleitores. E não apenas jornalistas, mas todos os segmentos sociais que, organizados em corporações sindicais e guildas, compõem o establishment que parasita e mama nas tetas do estado tomado pelos esquerdistas nas últimas décadas.

Dando os nomes aos bois: empresários corruptos, bancadas parlamentares assaltantes do tesouro aliadas aos partidos esquerdistas minoritários, membros das altas cortes de justiça indicados por políticos corruptos, alta burocracia estatal com suas acintosas privilegiaturas, ongueiros globalistas, ambientalistas e ativistas de direitos “dos manos”, intelectuais esquerdistas aboletados em cátedras universitárias, banqueiros oligopolistas rentistas parasitas da dívida pública, ativistas do abortismo, da destruição da família e das minorias de gênero, artistas do showbis viciados em incentivos fiscais, todos ecoados pelos jornalistas militantes do esquerdismo, todos unidos para achincalhar diuturnamente o presidente eleito.

Mas nenhum desses grupos sequer reconhece os dois compromissos fundamentais da política do presidente, enaltecidos pelos segmentos de seus apoiadores, a maioria conservadora da população brasileira, religiosa e trabalhadora, de ruralistas a pequenos agricultores, corporações militares e de segurança pública, ativistas anti-corrupção, além do que chamam com menosprezo de “a ala ideológica” que são na verdade milhões de jovens seguidores do pensador Olavo de Carvalho.

Ninguém mais rouba há quase dois anos no plano da administração federal e, apesar dos choques da pandemia e da retração econômica, os escassos recursos públicos são direcionados prioritariamente para os mais vulneráveis.

Mas para estes jornalistas enviesados, o que é essencial é encoberto pelo que é acessório: o presidente é grosso, pavio-curto, insensível, simpático às milícias e até mesmo genocida. O que se trata evidentemente de uma desonestidade intelectual e moral a toda prova: trocar o essencial pelo acessório, como é próprio da resiliente cultura barroquista na qual estamos todos atolados há mais de três séculos.

Somos incapazes, enquanto elites formadoras de opinião, de manter um mínimo compromisso com a razoabilidade e o bom senso no debate público. Incapazes de inaugurar uma era de iluminismo, enfim, pelo coração encharcado de barroquismo. Quando estes sofismas das esquerdas veganas são velhos conhecidos: identificar a direita como extrema direita para se legitimar como centro e sempre entronizar a esquerda no poder, estratégia das tesouras entre esquerdistas socialdemocratas e socialistas desavergonhados, isolando como “extrema” direita a legítima e inaudita aliança entre conservadores e social-liberais no Brasil.

Não podendo enfrentar com argumentos o discurso conservador de um Olavo de Carvalho, que começou a romper com a hegemonia esquerdista das elites nacionais exatamente aqui neste Diário de Comércio de São Paulo, na década de 90, se apegam às figuras retóricas mais gastas do esquerdismo barroquista de sempre: a hipérbole, a farsa, o ataque pessoal, a judicialização da política, a troca do todo pela parte, a generalização, o paradoxo da ironia e da inversão de papéis.

Alguém duvida? Acessem os artigos e comentários citados acima dos dois jornalistas e tentem achar algo que não seja mero achincalhe à pessoa do presidente, numa clara demonstração de total desapreço à maioria dos cidadãos eleitores brasileiros. Depois enviem este artigo para algum desses veículos da grande e arrogante mídia profissional e vejam se sai alguma mísera nota a propósito. Pois para ela simplesmente não existe a grande maioria dos cidadãos eleitores brasileiros e seu sagrado direito de ser conservadora.  

Para acessar diretamente a edição do DCSP: https://dcomercio.com.br/categoria/opiniao/a-imprensa-que-embrulha-ou-a-pobreza-de-nosso-jornalismo-progressista

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Artigo – Do DCSP: “Só o artigo 142 pode salvar o Supremo”, por Jorge Maranhão https://www.avozdocidadao.com.br/artigo-do-dcsp-so-o-artigo-142-pode-salvar-o-supremo-por-jorge-maranhao/ https://www.avozdocidadao.com.br/artigo-do-dcsp-so-o-artigo-142-pode-salvar-o-supremo-por-jorge-maranhao/#respond Wed, 10 Jun 2020 14:11:24 +0000 https://www.avozdocidadao.com.br/?p=39854 Contra o desvio de função, a imoralidade e o abuso de poder de alguns ministros do Supremo, mais à serviço da política do que da justiça, só mesmo o artigo 142 da Constituição Federal. Pois, sem dúvida nenhuma, se trata do maior escândalo da história quase bicentenária da Suprema Corte brasileira. Que de Pretório Excelso como era bajulada, virou reles chacota nas redes sociais, como Supremo Jeitinho, Supremo de Frango e outros que tais. Sobretudo depois que seu presidente resolveu cometer o desatino de instaurar inquérito contra alegados ataques à honra da instituição e censurar a liberdade de expressão de cidadãos e da própria imprensa. O que tem sido considerado ilegítimo ou mesmo ilegal por uma plêiade de juristas do país.

Dentre a série de ilegalidades cometida por alguns ministros, evidencia-se a clara ingerência da política no seu mister de interpretar a Constituição. Sendo que alguns casos mais rumorosos, acabaram por mudar o curso natural da política brasileira, para cuja atividade, é bom repetir, nenhum dos olímpicos togados têm mandato do povo para exercer. Senão, vejamos.

Como no caso recente do Sr. Lewandovski, ao julgar uma liminar de uma ação trabalhista patrocinada por partido de oposição ao governo sobre acordo de redução de salário e jornada de trabalho durante a pandemia. Acaso o ministro não vê a intenção política do partido, quando deveria simplesmente não julgar procedente a ação e recomendar que o seu autor buscasse votos para fazer valer a sua posição no âmbito do Congresso Nacional, que é o lugar próprio para os embates políticos. Não nos esqueçamos que foi o mesmo ministro que deu um jeitinho de distorcer o espírito da lei no julgamento do impeachment da ex-presidenta, que foi cassada sem perder os direitos políticos, ao arrepio da expressa letra constitucional!

Como no caso de vários e seguidos habeas corpus em decisão de caráter monocrático favorecendo inúmeros condenados por corrupção na operação Lava Jato, suspeitos de relações de amizade e familiares com o Sr. Gilmar Mendes, o que vem se caracterizando como insistente teratologia do garantista-mor do direito nacional, como os ministros da bancada penalista preferem alegar. Para o povo que lhes paga seus altos proventos e mordomias trata-se apenas de mera piada.

Como no caso do habeas corpus ao condenado José Dirceu concedido pelo Sr. Dias Toffoli a seu ex-patrono e líder político petista, quando deveria se declarar suspeito tivesse a mínima compostura.
E mais recentemente, como no caso de obrigar oficiais generais das FFAA a depor sob vara, e dar publicidade a um vídeo de reunião privada da Presidência da República de iniciativa do Sr. Tucano, digo Decano, Celso de Mello.

Por fim e mais recentemente, a última trapalhada, como no caso da ordem de busca e apreensão em residências de cidadãos de posição crítica à atuação dos sacrossantos ministros nas redes sociais, por parte do Sr. Alexandre de Morais, que já fez discurso contrário em defesa da irrestrita liberdade de expressão em votos passados.

Todos estes ministros atestam os três ou pelo menos um dos crimes enunciados acima, pois tomaram decisões monocráticas motivadas por razões indubitavelmente políticas, de ações de iniciativa de partidos políticos, todos de oposição e minoritários no Congresso Nacional, quando simplesmente deveriam ter rejeitado tais ações em respeito à justiça e à dignidade institucional do próprio Supremo.

Ao não rejeitar tais ações passaram a fazer política com evidente desfaçatez, usurpando prerrogativas exclusivas dos demais poderes. E, como circula em massa nas redes sociais, a citação de François Guizot, primeiro ministro da República Francesa em 1847/48, é mais do que oportuna: “Quando a política penetra no recinto dos tribunais, a justiça se retira por alguma outra porta”.

Como no texto constitucional está previsto no artigo 142 que as FFAA “sob a autoridade suprema do Presidente da República, destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem”, e o Poder Executivo não tem conseguido cumprir o mandato para o qual foi democraticamente eleito por 58 milhões de cidadãos brasileiros, única fonte da legitimidade de todos os poderes, torna-se obrigação incontornável do Procurador Geral da República denunciar junto ao Senado Federal os crimes que julgar procedentes praticados por ministros do Supremo, sob a pena de, se não fazê-lo, praticar ele próprio crime de responsabilidade segundo as leis 9.608 que regula as obrigações da chefe do MPF e 1.079, que define os crimes de responsabilidade dos agentes públicos.

Para tal, pode o Procurador Geral instar ao Chefe de Estado brasileiro o uso das FFAA, não para fechar o Supremo ou o Congresso, como mera intriga de viés político da mídia enviesada e dos partidos minoritários de oposição, mas para a garantia de um poder notoriamente usurpado. E, caso não acate a denúncia ou não dê prosseguimento à mesma, estaria o próprio presidente do Congresso Nacional, por sua vez, incurso em crime de prevaricação, restando, pois, às próprias FFAA a missão última de intervenção que lhe confere o artigo 142 da Constituição.

Portanto, com a palavra o Procurador Geral para se pronunciar quanto a eventual tipificação dos crimes de abuso de poder, desvio de função, ilegalidade e imoralidade públicas por atos, decisões e ordens ilegítimas praticados por alguns desses ministros. E, caso não cumpram seus deveres institucionais, tanto o MPF quanto o chefe do Poder Legislativo e as próprias FFAA, aí sim, estariam todos atentando contra a soberania maior do povo brasileiro, da própria Constituição e da defesa da Pátria.

O mais importante é que fique claro na representação do Procurador Geral as razões de sua iniciativa contra a cotidiana e proposital distorção do noticiário de grande parte da mídia de massa brasileira; que não se trata de fechar a instituição da Suprema Corte, mas, muito pelo contrário, de protegê-la contra ameaças de sua total desmoralização perante a maioria do povo brasileiro, que exige que o país retome seu desenvolvimento e não continue a patinar em crises inventadas pelos que se consideram acima das leis, donos da verdade e porta-vozes do povo.
Uma vez que a turma do “deixa-disso” vai correr para a mídia esquerdopata para tachar de atentado à democracia a iniciativa do MPF, seguida das ações da PR e das FFAA.

Mas até setembro, quando muda a presidência do Supremo para o penalista Luiz Fux, segundo a tradição da Corte, a corda já poderá ter rompido e o país já poderá estar em crise de desordem institucional, além de não poder esperar uma mudança no comportamento politiqueiro de uma oposição golpista respaldada pela irresponsabilidade suprema de alguns ministros idem.

Restaria ainda aos mesmos uma solução interna corporis em face deste provável desenlace: poderiam se demitir voluntariamente aqueles que discordassem da correlação de forças majoritária de dois contra um dos poderes, pois, vagando a presidência para Fux e com a perspectiva de um novo ciclo de magistrados legalistas e penalistas como Barroso e Fachin, acompanhados de Rosa Weber, Carmen Lúcia e do mercurial e imprevisível Marco Aurélio – o próximo a vestir o pijama em 2021 – a própria correlação de forças do Supremo mudaria.

Tal proposta já circula nas redes sociais e deve entrar em discussão imediata para a obtenção de um consenso entre os maiores juristas brasileiros como Dr. Yves Gandra Martins, Rubens Glezer e Modesto Carvalhosa, além da procuradora federal Thaméa Danelon, entre outros. Trata-se apenas de dividir a iniciativa entre o chefe de Estado brasileiro, o presidente da República, o chefe do Ministério Público Federal e procurador geral da República, o chefe do Estado-Maior das FFAA e, se possível, um dos presidentes do Poder Legislativo Federal. Para que não venham a incorrer em crimes de responsabilidade e de prevaricação, como já circula maciçamente nas redes sociais.

Pois, ao contrário do que a oposição propaga, se trata de usar as FFAA não para fechar o Supremo, mas para salvá-lo da desmoralização e da ira do povo brasileiro. Com a palavra, o Sr. Augusto Aras.

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Artigo – do Diário de Comércio de São Paulo: “Notícias falsas, pensamentos falsos”, de Jorge Maranhão https://www.avozdocidadao.com.br/artigo-do-diario-de-comercio-de-sao-paulo-noticias-falsas-pensamentos-falsos-de-jorge-maranhao/ https://www.avozdocidadao.com.br/artigo-do-diario-de-comercio-de-sao-paulo-noticias-falsas-pensamentos-falsos-de-jorge-maranhao/#respond Sun, 12 May 2019 11:09:48 +0000 http://www.avozdocidadao.com.br/?p=30580

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Nossa grande imprensa, a serviço voluntário ou involuntário de uma visão de mundo esquerdista, exacerba atribuições sociais como as de investigar, denunciar e julgar de instituições típicas de Estado.

Por Jorge Maranhão 11 de Maio de 2019 às 09:13

Mestre em filosofia pela UFRJ, dirige o Instituto de Cultura de Cidadania A Voz do Cidadão e autor de “Destorcer o Brasil. De sua cultura de torções, contorções e distorções barroquistas”


Circula nas redes sociais um post interessante que demonstra bem nosso atávico apego pelas contorções do barroquismo mental, pelas falácias da argumentação barroquista e pelo falseamento compulsivo da realidade! Problema mais profundo do que as campanhas contra as alegadas fake news da grande imprensa.  

Trata-se de uma tabela comparativa sobre a média de assassinatos por mil habitantes entre duas cidades americanas, Chicago, onde é proibida a venda e posse de armas, e Houston, onde é liberada.  

No rodapé da tabela, o comentário irônico, não fosse trágica a farsa da argumentação desarmamentista com a qual está comprometida a maior parte de nossa “inteligência”, sobretudo jornalistas, artistas e intelectuais de viés esquerdista.         

Pela ironia da “Brilliant conclusion” [conclusão brilhante], não é a legislação que garante o direito de defesa dos cidadãos de Houston, que resulta em menor índice de homicídios por mil habitantes, mas sim a média de temperatura mais fria de Chicago que causa mais homicídios. 

E o que é este falso argumento senão a típica falácia da consequência indevida ou da falsa causa que, dentre tantas que assomam ao debate público demagógico nacional, expressa o nosso barroquista contorcionismo mental.  

Se adoramos retóricas, figuras de linguagem, oratórias discurseiras, caímos frequentemente em falácias.  

Costumo dizer que não salvaremos o Brasil e a civilização latino-americana da estagnação e decadência se, para além de medidas políticas e econômicas, não enfrentarmos a renhida batalha cultural.  

E para aqueles que se apressam em regurgitar a infundada crença de que “cultura não se muda”, aconselho uma reflexão menos rasa sobre o que vem acontecendo com o país desde o advento da Lava Jato. 

Para tanto, temos de recuar aos tempos da descoberta do Brasil, quando a Renascença já não era mais classicista, mas tomada pelo barroco (XVI). E a tal ponto que, visto no seu início como um desvio ou mero ornamento, o barroco passou a ser considerado um novo estilo de época. Se não mesmo uma nova visão de mundo. 

Dois séculos depois, o iluminismo europeu esbarrou no Brasil com a resistência do romantismo, do indianismo e do positivismo! Até mesmo nosso modernismo nas letras, no cinema e na arquitetura é pleno de barroquismo. Vide Guimarães Rosa, Glauber Rocha e Oscar Niemayer e seu gosto inarredável por espirais, volutas, circunlóquios, hipérboles e paradoxos. 

O esquerdismo só foi doença infantil do comunismo na Europa que teve Iluminismo! Na América Latina, por escassez de bom senso, o esquerdismo tem sido a doença senil do barroquismo. Mal de cura muito mais difícil! 

E nossa imprensa, de viés socializante e coletivista, consegue fazer de uma campanha contra  fake news o próprio fake thought em que está irremediavelmente imersa. Pois o que se tratava primordialmente de expedientes tão antigos da luta política que remontam aos tempos de Roma, como calúnia, boataria, rumores, persistiu na idade moderna com as notícias plantadas, a imprensa marrom, os panfletos destruidores de reputações.  

Mais recentemente se tornou libelo de acusação de Trump contra uma grande mídia de viés esquerdista, que insiste em lhe rotular as pechas as mais negativas. Com o advento das redes sociais como ferramenta de luta política, a grande mídia passou a fazer campanha contra o fake news por uma alegada imparcialidade em face da blogosfera.  

Mas a grande mídia progressista, seja a liberal americana ou esquerdista populista latino-americana, mesmo excluindo deliberadamente os atores políticos conservadores de seu noticiário, sempre acaba por deixar à mostra seu rabo preso ao facciosismo tendencioso do esquerdismo.  

Com uma agenda decidida a priori da própria cobertura de qualquer fato social, atesta que pior do que o fenômeno do fake news é o fenômeno do fake thoughts que o fundamenta. 

Senão, vejamos a agenda esquerdista, progressista, desarmamentista, abortista, anti-família, gaysista, sexista, feminista, estatista, banditista, vitimista etc, que toma como verdade absoluta termos e expressões que só revelam a defesa da mesma.   

Como por exemplo a de definir como “Golpe de 64”, bem como a “ditadura militar” que lhe seguiu, como versão definitiva e inquestionável   sobre o período histórico, quando correntes cada dia mais representativas de historiadores conservadores estão a defender abordagens as mais diferenciadas.  

Ou a de se referir ao filósofo Olavo de Carvalho como “guru” ou “ideólogo” do novo governo sem sequer avaliar a grandeza de sua obra, se apegando aos impropérios do personagem que o próprio escritor resolveu assumir nas redes sociais e inexistem na sua obra filosófica.  

Aliás, se o filósofo é seguido por centenas de milhares de leitores e frequentadores de seu curso, os grandes ativistas do novo conservadorismo brasileiro que saiu do armário e elegeu um presidente, a despeito de todos os prognósticos da imprensa, isto não significa nada? 

É mesmo curioso que as estrelas do jornalismo político brasileiro não admitam seus erros da mesma forma como os próceres petistas condenados não admitem os seus. 

Ou quando veiculam pesquisas “científicas” de “especialistas” e ongs ativistas do desarmamento que associam a posse e porte de armas como “causas” da escalada de homicídios como desmascarado na tabela acima.  

Ou quando assacam contra a fé religiosa e os valores morais da tradição judaico-cristã da maioria da população brasileira com expressões do tipo “viúva” de uma mulher morta, ou “marido” de outro homem. 

Quando falseiam o debate público conotando negativamente como de “direita ou de extrema direita” legítimos argumentos conservadores contra os argumentos de esquerda sempre enaltecidos. Quando a etimologia dos termos sempre foi exatamente o contrário na tradição da  sinonímia de direita com “direito” e esquerda com “sinistro ou canhoto”.  

Quando bombardeiam os noticiários com notícias de “feminicídios”, novilíngua criada por movimentos feministas mundiais, apelando para a falácia de amostragem e testemunhos escolhidos. 

Quando falam de “cortes no orçamento das universidades públicas”, omitindo que são no custeio e que o mesmo é para realocar recursos para o ensino fundamental.  

Quando apelam para motes retóricos do tipo “meu corpo, minhas regras”, sugerindo que um atributo de natureza possa justificar uma propriedade humana indevida. 

Quando abusam de metonímias tomando um princípio geral como a liberdade de expressão como licença para assaques à reputação alheia. 

Quando abusam das figuras de generalização diluindo a responsabilidade individual penal para o coletivo inimputável da sociedade.   

Enfim, nossa grande imprensa, a serviço voluntário ou involuntário de uma visão de mundo esquerdista, exacerba atribuições sociais como as de investigar, denunciar e julgar de instituições típicas de Estado como o Ministério Público e a própria Justiça, num flagrante barroquista de contorção do fake thoughts em fake news [pensamentos falsos em notícias falsas]. 

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Artigo – Do Diário de Comércio de São Paulo, “A grande mídia e o Brasil”, por Jorge Maranhão https://www.avozdocidadao.com.br/artigo-do-diario-de-comercio-de-sao-paulo-a-grande-midia-e-o-brasil-por-jorge-maranhao/ https://www.avozdocidadao.com.br/artigo-do-diario-de-comercio-de-sao-paulo-a-grande-midia-e-o-brasil-por-jorge-maranhao/#respond Sat, 06 Apr 2019 14:48:25 +0000 http://www.avozdocidadao.com.br/?p=30443

Quando os controladores da grande mídia irão intervir para garantir uma mínima imparcialidade e a própria sobrevivência de seus negócios?

por Jorge Maranhão 05 de Abril de 2019 às 11:00Mestre em filosofia pela UFRJ, dirige o Instituto de Cultura de Cidadania A Voz do Cidadão e autor de “Destorcer o Brasil. De sua cultura de torções, contorções e distorções barroquistas”

Durante décadas apostei que a grande mídia no Brasil, pelo peso de sua influência cultural e empatia da população, seria decisiva para promover o desenvolvimento de uma elite política de que o país tanto necessita.
Vendo a transmissão da sessão da CCJ inquerindo o Paulo Guedes nesta semana, no momento em que um desqualificado deputado o chama de Tchutchuca, tive vergonha de ser representado por tamanho baixo clero. Para não dizer baixo nível mesmo!

Senti vergonha de fazer parte de uma elite cultural que fracassou pela sua omissão em participar da vida política de modo a não dar lugar ao circo em que tais sacripantas transformaram as Casas Legislativas brasileiras.

Tenho em todos esses anos defendido a tese de que só escaparemos da armadilha do baixo crescimento, do impasse civilizatório e de nosso atávico complexo de vira-latas se uma elite verdadeiramente cidadã colocar a reconstrução do país acima de seus interesses corporativos por mais legítimos que sejam.

E para além das trincheiras política, social, econômica e judiciária, começar esta revolução cultural na trincheira da mídia. Não apenas pela sua excelência técnica, seja no campo do entretenimento, seja na do jornalismo.

Mas sobretudo por ser a única instância de transformação cultural com escala nacional e capacidade de persuasão quase instantânea. Pois não basta expor o circo ao ridículo. Temos de condená-lo!

Durante décadas apostei que a Globo, por exemplo, poderia ser a nossa Fox Corporation que construiu e unificou o espírito nacional americano a partir da magistral campanha “Crime doesn’t pay” da década de 40.

Sobretudo depois do advento da Operação Lava-Jato, que tem mobilizado o civismo e patriotismo transformador de milhões de cidadãos e cidadãs despertos, enfim, para a verdadeira cidadania política.

Mas uma decisão desta magnitude tem de ser tomada pelos controladores das grandes redes de mídia e não pelos artistas e jornalistas produtores de conteúdo e o quadro de executivos que os transforma em gigantescas máquinas de faturamento. Pois nem tudo pode ser delegado.

Se até hoje nossa maior empresa de mídia se saiu bem nesta equação é de se perguntar porque de uns anos para cá os seus programas, até então merecedores de audiências recordes, não têm conseguido transferir esta admiração para a reputação da própria corporação.

Diante de campanhas vigorosas nas redes sociais que difamam a imagem da Rede Globo, por exemplo, os produtores e executivos de seus programas têm feito a escolha errada ao peitar os produtores de conteúdos independentes das redes sociais e os formadores de opinião da sociedade civil, ao invés de aprender com eles as suas estratégias de argumentação que resultaram no fenômeno de descoberta da face oculta de nosso conservadorismo.

Ao contrário, os globais partiram para uma radicalização que, não apenas atrasa o Brasil, como pode colocar em risco o futuro da própria organização.

Pela primeira vez desde a morte de seu fundador, os seus sucessores terão de fazer uma escolha entre a visão de mundo progressista da maioria de seu quadro de funcionários e o novo imaginário social, conservador na sua essência, que surgiu a partir das megamanifestações de 2013.

Ou seguem a opinião democrática da maioria dos cidadãos a favor do atual governo -que compõe a maior parte de sua audiência -ou as opiniões de seu pessoal interno com relação às pautas em jogo no debate público nacional, como desarmamento geral x permissão de armamento em casos especiais, família tradicional x construção social, feminismo x feminicídio, aborto x luta pró-vida, minorias sexuais x militância LGBT, resgate da honra policial x vitimização de bandido, fatos e versões de registros da história recente do Brasil etc

Tirar a esquerda da educação pública de repente vai ser mais fácil pois o patrão mudou. Mais difícil será tirar da empresa de mídia privada, onde os patrões não mudam e compram a farsa de sempre de seus jornalistas e artistas.

Conversando com um dos mais graduados do jornalismo da emissora, ele me disse que imparcialidade para eles é a socialdemocracia mesmo, que não é nem o petismo desmoralizado pela corrupção nem a extrema direita do bolsonarismo obscurantista! Tentei argumentar que não, mas não adiantou.

São todos “ungidos” e acima da plebe ignara moralista que cometeu a insânia de eleger um governo conservador! É de lascar!

Proponho então, em prol do Brasil, um desafio para os controladores das grandes empresas de mídia: que se faça um daqueles testes ideológicos triviais –que o próprio jornal O Globo já publicou –com os próprios produtores de conteúdo de informação e entretenimento para se verificar a hipótese que levanto.

Teste com questões relativas às próprias pautas dos telejornais e telenovelas: desarmamento, programas assistenciais, cotas raciais, direitos trabalhistas, carga tributária, maioridade penal, pena de morte, migrações, corporativismo e sindicalismo, família tradicional, sexualidade e ideologia de gênero, entre outros.

Verificaremos claramente que a quase totalidade de nossos produtores de conteúdo são de extrema esquerda, de esquerda ou de centro, e jamais de direita!

E aqui a pergunta essencial: imparcialidade jornalística é ser de centro, socialdemocrata, sem incluir a direita para relativizar eventual posições da extrema direita, como incluem a extrema esquerda para relativizar posições de esquerda?

Lamento discordar. A socialdemocracia não é centro ou garantia de imparcialidade. Como diria nosso gênio da raça Roberto Campos, que se confessava de direita e liberal quando a imprensa lhe pespegava o rótulo de extrema-direita, “a socialdemocracia nada mais era do que o socialismo envergonhado”.

Eu diria que se trata de uma torção barroquista, a farsa de apresentar como imparciais posições de centro quando não acompanhadas de uma posição clara de esquerda e de direita.

É o mesmo que ocorre com nossa crença barroquista na alegada “democracia racial” brasileira, onde somos todos pardos, mais pretos ou mais brancos dependendo da conveniência da situação.

Na verdade, se trata exatamente ao contrário, de parcialidade. Da chamada estratégia das tesouras de alternar o poder entre a esquerda carnívora e a esquerda vegetariana, exatamente o esquema de poder que democraticamente os cidadãos brasileiros repudiaram nas urnas, elegendo um conservador nos costumes e liberal na economia, sem voz no elenco de produtores de conteúdo da grande mídia.

E agora? A grande mídia manterá a farsa barroquista da hipérbole de chamar direita de extrema-direita e a esquerda socialdemocrata de centro? Mesmo batendo de frente com a opinião da maioria dos cidadãos que lhe garante a audiência?

Mesmo perdendo audiência a olhos vistos e, junto com ela, a credibilidade e o faturamento? Ou recuará, convocando produtores de conteúdo de direita legítima para garantir de fato a tão alegada imparcialidade?

No caso da Rede Globo, por exemplo, a decisão que poderá evitar a trajetória de confronto com a opinião pública conservadora que resolveu sair do armário será a de manter ou recuar do editorial de 2013, feito pela sua equipe de produtores de conteúdo, que revisou como erro o apoio dado pelo seu fundador à intervenção militar de 64.

Quando os controladores da grande mídia irão intervir para garantir esta mínima imparcialidade e a própria sobrevivência de seus negócios? Como diria Nelson Rodrigues: “O pênalti é tão importante que tem de ser batido pelo presidente do clube”.

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