<p>Filosofia – Invasão vertical dos bárbaros, de Mário Ferreira dos Santos – É Realizações Editora<p>

É Realizações sinopse: A história nos relata que houve muitas invasões horizontais de bárbaros; hoje, porém, vivemos uma invasão vertical de bárbaros, que é a que penetra pela cultura – como se vê entre intelectuais que insistem em justificar o terrorismo, músicos que defendem uma vida desregrada ou artistas que zombam da beleza. Esta obra é a denúncia do filósofo Mário Ferreira dos Santos dessa invasão que nos ameaça definitivamente.

Nesta obra o filósofo cristão se antecipa à grande constatação da impregnação da ideologia esquerdista e igualitarista que se sobreveio à tradição conservadora brasileira a partir da Constituição de 88. E põe o dedo na ferida de nossas elites omissas quanto a seu papel indelegável de preservação da alta cultura, permitindo o nivelamento por baixo das massas através da cilada desonesta dos esquerdistas contra o chamado “elitismo” das classes dominantes. O que autores como Faoro e Caio Prado vão chamar de patrimonialismo e corporativismo das elites, Mario Ferreira dos Santos chama de tribalismo ou barbarismo da cultura dominante.

Confundimos numa típica torção barroquista a conquista da redemocratização com a vulgarização da cultura inferior sobre a alta cultura aceitando o simulacro da revolução cultural gramsciana. Vide o estágio de violência  social a que se corresponde o da violação legal generalizada, onde o relativismo moral distorce direitos humanos com mero banditismo e a justiça como instituição imparcial do Estado se degrada em  “justiça social” e retroage ao estágio bárbaro da lei de Talião.

É lapidar a denúncia, mesmo antes da Constituição “cidadã”, que o filósofo faz da vulgarização cultural por que o país passou nos últimos governos socialistas e socialdemocratas. No penúltimo parágrafo de seu libelo, denuncia Mário Ferreira dos Santos: “Afirmam que a nossa especulação pela baixa, que verificamos hoje, é normal, por que houve ascensão do homem que estava marginalizado, e a ascensão desse homem, na sociedade, tinha de trazer uma baixa de valores. Mas quem negou isso? Quem deixa de reconhecer que a baixa dos valores é a consequência da incorporação de elementos inferiores que estavam marginalizados na sociedade? O que afirmamos é que essa baixa de valores não é absolutamente necessária; ela pode ser evitada, não descendo para a parte inferior das massas,mas elevando o homem da massa para os altos valores; isto é, libertando o homem de suas situações de massa. Essa é a verdadeira caridade, porque essa consiste, sobretudo, em dar aos outros os frutos da sabedoria, distribuí-los gratuitamente.”

Nada mais claro do que vivemos hoje no Brasil.

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