A Voz do Cidadão
  Quarta-feira, 22 de maio de 2013.

 

   
 


Siga A Voz do Cidadão

     
       
 
busca
Editorial
Editorial da Semana
 
A Voz do Cidadão
O que é a Voz do Cidadão
Programas desenvolvidos
Quem faz
Apoios
Nossos parceiros
INGs: Cidadania Exemplar
Oficinas de Cidadania
Prestação de contas
 
O que é Cidadania
Os 10 mandamentos
Direitos dos Cidadãos
História da Cidadania
 
A Voz do Cidadão na mídia
Jornais
Televisão
Rádio Globo
Rede CBN
Clipping
 
Participe
Manifestos
Indique Cidadão Exemplar
Cidadãos Exemplares
Cidadômetro
Flagrantes da Cidadania
Defesa do Eleitor
Mandato Cidadão
Memória Política
Memória da Impunidade
Responsabilidade política
Mural do Cidadão
Blog do Maranhão
Tome Conta do Brasil
Voto Livre
Saúde Pública
Enquetes
Associe-se
 
Informações sobre Cidadania
Agenda da Cidadania
Bibliografia
Artigos
Citações
 
Links dos Cidadãos
Órgãos Públicos
Entidades Privadas
 
Materiais de Campanha
Downloads
Lojinha
Texto-guia
 
 
Receba nossos informativos
 
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
 
   
 
   
  Panfletaria
   
 
mandato cidadao
   
 
 
 
   
 
   
 
cidadometro
   
 
 
 
   
 
   
 
   
 
   
 
Voltar à listagem
As duas Europas
Por:
Em: 7/6/2010
 



A recomendação de um ministro austríaco revela o grau de desencanto dos europeus com as visionárias utopias políticas: "Qualquer um que admita ter visões deveria procurar um médico."

"A Europa sofre de uma exaustão ideológica; a política se tornou uma atividade administrativa. A história europeia do século XX não é de uma gradual convergência de pensamento, mas, ao contrário, de uma violenta série de choques entre utopias antagônicas. As democracias liberais, um produto da tradição intelectual europeia, implodiram no período entre as guerras mundiais. E as propostas de uma nova ordem por comunistas, nazistas e fascistas são também inegavelmente parte da herança política continental. Os europeus se reconciliaram com a democracia porque se desiludiram com as utopias", diagnostica o historiador Mark Mazower, em "Continente sombrio: a Europa do século XX" (1998).

Com o enfraquecimento das ideologias, resignados ao capitalismo global e às democracias liberais, os europeus se lançaram ao formidável experimento da moeda única, ante o desafio da supremacia política, militar e econômica dos americanos.

O Mercado Comum Europeu já fora instrumental à superação da belicosidade entre franceses e alemães. O euro completaria a tarefa, revertendo, na dimensão econômica, a avaliação de Raymond Aron: "A consciência de pertencer à nação permanece infinitamente mais forte do que o senso de pertencer à Europa."

O colapso do euro é manifestação de fenômeno mais profundo: a crise fiscal da social-democracia europeia. E a dificuldade de coordenar uma tentativa de solução tem raízes históricas. "A grande diversidade de culturas, tradições e valores dificulta uma atuação rápida e concertada da Europa nos momentos de crise", explica Mazower.

Roubini e Mihm, em "A economia da crise" (2010), revelam: "Os países da Zona do Euro se comprometeram a controlar o déficit fiscal e implementar reformas estruturais em busca da convergência de desempenho econômico. Em vez disso, ocorreu o oposto. A Alemanha passou uma década reduzindo o déficit e melhorando sua competitividade. O inverso ocorreu em Portugal, Itália, Espanha e Grécia, onde permaneceu o desequilíbrio fiscal e os salários subiram mais do que a produtividade. A mobilidade de trabalho continua limitada, pois língua e cultura dificultam as migrações. Em consequência, temos duas Europas em vez de uma."

* Paulo Guedes é sócio e diretor-estrategista da Fiducia, além de membro de seu Comitê Executivo. Foi diretor e um dos sócios fundadores da JGP Asset Management. Foi também sócio-fundador do Banco Pactual S/A e sócio-presidente do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais – IBMEC.

 

 
Outros artigos desse autor:
 
Liderança e reforma
O labirinto
Mundo em chamas
Sem medo do futuro
Temas wagnerianos
Transferir ou gerar riqueza?
Da especialização à barbárie
As duas Europas
Hora de despertar
Indo com muita sede ao poço
O despertar do Judiciário
A queda dos muros cognitivos
A marca da boa política
Guerras no vácuo do Congresso
Reescrevendo biografias
Guilhotina midiática
A ninguém interessa enfraquecer e desmoralizar os senadores
Bons princípios ante um futuro incerto
Dragagem do pântano
Reescrevendo a biografia
Saindo do pântano
O estouro da boiada
A conta da farra chegou para todos: é a inflação
A Renascença Asiática
A marcha da insensatez bolivariana
A estética fascista
As rotas do contágio
Capital institucional
:: A Voz do Cidadão ::
Desde 15/01/03, 6122346 acessos de cidadãos e cidadãs a este portal © Propaganda Professa