A Voz do Cidadão
  Sexta-feira, 24 de maio de 2013.

 

   
 


Siga A Voz do Cidadão

     
       
 
busca
Editorial
Editorial da Semana
 
A Voz do Cidadão
O que é a Voz do Cidadão
Programas desenvolvidos
Quem faz
Apoios
Nossos parceiros
INGs: Cidadania Exemplar
Oficinas de Cidadania
Prestação de contas
 
O que é Cidadania
Os 10 mandamentos
Direitos dos Cidadãos
História da Cidadania
 
A Voz do Cidadão na mídia
Jornais
Televisão
Rádio Globo
Rede CBN
Clipping
 
Participe
Manifestos
Indique Cidadão Exemplar
Cidadãos Exemplares
Cidadômetro
Flagrantes da Cidadania
Defesa do Eleitor
Mandato Cidadão
Memória Política
Memória da Impunidade
Responsabilidade política
Mural do Cidadão
Blog do Maranhão
Tome Conta do Brasil
Voto Livre
Saúde Pública
Enquetes
Associe-se
 
Informações sobre Cidadania
Agenda da Cidadania
Bibliografia
Artigos
Citações
 
Links dos Cidadãos
Órgãos Públicos
Entidades Privadas
 
Materiais de Campanha
Downloads
Lojinha
Texto-guia
 
 
Receba nossos informativos
 
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
 
   
 
   
  Panfletaria
   
 
mandato cidadao
   
 
 
 
   
 
   
 
cidadometro
   
 
 
 
   
 
   
 
   
 
   
 
Voltar à listagem
O despertar do Judiciário
Por:
Em: 1/3/2010
 

As celebrações dos 50 anos de Brasília ocorrem em meio ao que se denominou apropriadamente um fenômeno de metástase institucional. Os órgãos da administração pública do Distrito Federal estão em processo de avançada, irreversível e terminal degeneração.

Mais do que apenas uma impertinente coincidência, há um mesmo e profundo significado em todos esses episódios de corrupção que jorram da capital federal. A fonte dessa infindável sucessão de escândalos é a associação de sempre entre piratas privados e as criaturas do pântano político. O resultado é uma apropriação indébita de recursos públicos por grupos de interesses escusos que manobram o aparelho de Estado à sua conveniência.

É portanto elogiável a fulminante atuação do Judiciário contra o esquema de transporte de dinheiro em meias promovido pelo governo de Brasília. É fundamental para a construção incipiente de uma Grande Sociedade Aberta que esse episódio seja efetivamente um marco para a reafirmação da independência dos poderes, um dos princípios clássicos das modernas democracias liberais.

Torna-se indispensável que se manifeste com maior frequência, e não apenas em temporada eleitoral, essa revigorante e recuperada vitalidade do Poder Judiciário. Mas sua credibilidade exige que seja também interditado o esquema de transporte de dinheiro sujo em cuecas, pois há importantes lideranças políticas, de quem esperaríamos reformas em busca de maior transparência, que consideram os mensalões apenas veículos usuais de financiamento de campanhas com recursos do caixa 2 das empresas.

Seria preciso deixar claro que a prisão do governador Arruda não foi apenas uma reedição do uso oportunista da força do Estado contra oposicionistas, que certamente usariam o tema do mensalão de 2005 na campanha presidencial deste ano. Bem como a tentativa de impeachment contra a governadora oposicionista do Rio Grande do Sul e a cassação do governador oposicionista da Paraíba. Da mesma forma, seria preciso deixar claro que a intervenção favorável aos situacionistas no governo do Maranhão não constituiu uso impróprio da força do Judiciário.

A verdade é que o Antigo Regime nos afronta, ameaçador, erguendo suas sombras sobre a cidadania. Desafia-nos com sua obscenidade e seu modo obsoleto de fazer política. Provoca-nos com sua imoralidade. E nos enfrenta com seus rituais indecorosos. As acusações de corrupção já atingiram todo o espectro partidário, levando ao enfraquecimento do Poder Legislativo e tornando a governabilidade um pretexto para manter a baixa qualidade de nosso modo de fazer política.

Se o Executivo e o Legislativo optaram por um pacto pela impunidade, um Judiciário alerta e comprometido com o exercício de sua independência em uma democracia representativa tornaria inevitável a reforma de nossas práticas políticas.

* Paulo Guedes é sócio e diretor-estrategista da Fiducia, além de membro de seu Comitê Executivo. Foi diretor e um dos sócios fundadores da JGP Asset Management. Foi também sócio-fundador do Banco Pactual S/A e sócio-presidente do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais – IBMEC.
 
Outros artigos desse autor:
 
Liderança e reforma
O labirinto
Mundo em chamas
Sem medo do futuro
Temas wagnerianos
Transferir ou gerar riqueza?
Da especialização à barbárie
As duas Europas
Hora de despertar
Indo com muita sede ao poço
O despertar do Judiciário
A queda dos muros cognitivos
A marca da boa política
Guerras no vácuo do Congresso
Reescrevendo biografias
Guilhotina midiática
A ninguém interessa enfraquecer e desmoralizar os senadores
Bons princípios ante um futuro incerto
Dragagem do pântano
Reescrevendo a biografia
Saindo do pântano
O estouro da boiada
A conta da farra chegou para todos: é a inflação
A Renascença Asiática
A marcha da insensatez bolivariana
A estética fascista
As rotas do contágio
Capital institucional
:: A Voz do Cidadão ::
Desde 15/01/03, 6127947 acessos de cidadãos e cidadãs a este portal © Propaganda Professa