Pior que
as crises da saúde
em nosso país é
a doença da crise política!
Pois nossos governantes são
tão incompetentes para
sanear a política quanto
viciados em politizar qualquer
serviço público.
Recebo várias mensagens
de indignação
de cidadãos moradores
do Rio de Janeiro sobre o
jogo de empurra a propósito
da situação
de abandono da rede hospitalar
da cidade. Sabem por que?
Basta perguntar a algum político
se ele é usuário
dos hospitais e postos de
atendimento da rede de saúde
pública.
Como possuir sensibilidade
social para administrar algo
que nem de longe se passou
na porta? Se nossos políticos
têm planos de saúde
privada e nunca tiveram de
enfrentar uma fila atrás
de uma senha durante toda
uma noite, o que na verdade
entendem do assunto?
Acabam sempre por atribuir
tudo à escassez de
recursos e a passar a responsabilidade
para a esfera seguinte. O
que me faz lembrar do poema
de Carlos Drummond de Andrade:
"O poeta municipal /
discute com o poeta estadual
/ qual deles é capaz
de bater o poeta federal..."
Se não fosse trágico,
seria até engraçado,
mas vidas estão em
jogo e nossos governantes
não estão nem
aí. Até por
que, mantendo sucateada a
rede de saúde pública,
faturam eleitoralmente com
os famigerados “serviços
sociais do deputado sicrano”.
Quanto a você, cidadão
consciente, pode até
fazer uso de tais “serviços”,
desde que jamais pague com
o que você tem de maior
valor que é seu voto!
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