Artigos – <p>Eu “imploro” que leiam e que passem adiante. Pode ser que dê certo! Ao menos tentem, ok? Por favor!!!! – Por Ricardo Kertzman

O Brasil possui quadros expoentes em diversas áreas. Na medicina, na economia, no direito, na administração pública, no meio empresarial. De cabeça me lembro de Cláudio Lottemberg e Davi Uipi (saúde), Gustavo Franco e Armínio Fraga (economia), Sérgio Moro e Gilmar Mendes (direito), José Serra e Antônio Anastasia (adm. pública), Jorge Paulo Lemman e Luiz Seabra (3G Capital e Natura).

Até no meio político temos brilhantes exceções a toda esta corja majoritária. Gabeira, Caiado, Cristovam Buarque (este último menos, pelo passado petista) e mais um ou dois. Notem que são nomes que me ocorrem de “bate-pronto”, sem pensar muito, ou seja, temos mais, no mínimo, cinco ou seis outros do mesmo calibre. Eduardo Gianetti da Fonseca, por exemplo. Pois bem.

O que impede esta turma toda de se unir, de formar um grande “think tank” nacional, cooptar gente da imprensa que merece o título de jornalista, como Reinaldo Azevedo, Ricardo Noblat, Merval Pereira, William Waack, Diogo Mainardi e outros, e definitivamente partir com tudo pra cima deste “status quo”, que irá terminar de afundar, definitiva e irrecuperavelmente, o Brasil no subdesenvolvimento e no caos social?

Entenda-se por “status quo” o Estado como um todo, em todas as suas esferas e poderes. A Constituição Federal inclusive. O Pacto Federativo, então, nem se fale. O Brasil precisa ser repensado, recriado e refundado, rompendo com qualquer resquício de corporativismo, fisiologismo, corrupção, favorecimento, assistencialismo, patrimonialismo, protecionismo e quaisquer outros fundamentos que não estejam 100% alinhados com o que uma sociedade livre, moderna e democrática exige nos dias atuais.

Apoio maciço da opinião pública, dos formadores de opinião e de enorme parte do empresariado não faltaria. E uma vez “a coisa” andando, sabemos bem como funcionam a grande imprensa e grande parte dos agentes políticos: aderem correndo para não perderem o bonde!

Possuímos amplas condições climáticas e geográficas; ainda não perdemos de vez o chamado Bônus Demográfico, e a água ainda não tapou totalmente nossa boca e nariz. Ou seja, ainda dá tempo; mas é preciso correr muito, como nunca.

Novas e severíssimas leis penais para crimes de violência física e atentados contra as propriedades pública e privada. Sem distinção de classe, profissão ou ocupação, e tampouco idade ou gênero.

Reformas radicalíssimas nas esferas trabalhista, fiscal, tributária e previdenciária.

Descentralização imediata das receitas com o fim do Pacto Federativo e, se possível, o fim do conceito de Federação. Confederação, quem sabe?

Modificação completa do sistema político-eleitoral, fim imediato do fundo partidário, redefinição de assentos na Câmara e no senado, voto distrital não obrigatório e apenas para maiores de 18 anos, e talvez parlamentarismo.

Cortes gigantescos nos orçamentos dos legislativos Federal, Estadual e municipal – assim como no judiciário também! Chega de sustentar esta casta perdulária e ineficaz.

Redução à menor fração possível o Estado, restando exclusivamente o papel de vigilância das fronteiras, relações exteriores, segurança pública armada, guarda, proteção e administração da moeda e do meio circulante, e educação de base. Só! Além disto, que atue apenas como agente facilitador e fiscalizador de todo o resto, inclusive e principalmente saúde. Que não exista mais uma só empresa estatal de cunho comercial.

Não, não é e nem seria tão difícil assim. Não é utopia ou devaneio, não. Seria, sim, se eu estivesse aqui falando de políticos e partidos, de agentes públicos, de apaniguados do poder. Mas não estou! Estou falando de gente “simples”, gente real, gente como a gente. Basta quererem…

Infelizmente, para a desgraça de 200 milhões de brasileiros, a nossa população, majoritariamente falando, não possui educação e cultura suficientes para que compreendam o mundo como ele é, para que compreendam o estado real das coisas. Infelizmente é um povo que precisa ser guiado, tutorado, levado pelas mãos tal qual uma criança de cinco ou seis anos de idade.

E é isto o que sucessivos governos, SOBRETUDO O DO PT, vêm fazendo. Só que de forma vil, maldosa, impedindo o crescimento natural e existencial desta criança, mantendo-a sempre indefesa, fraca e dependente, para depois oferecer um pouco de carinho, de cuidado, de alimentação e saúde básicas, e até alguns presentinhos – sobretudo em anos eleitorais – a fim apenas de não matar este que lhe sustenta.

Assim, esperar desta criança, desta população qualquer atitude que revire o país de ponta-cabeça é esperar Papai Noel chegar com uma Ferrari nova ou o Messi para o Galo. Por isto seria fundamental, imprescindível termos uma elite política que não fosse este ajuntamento de bandidos. O Brasil precisava ter um Estado formado por pessoas brilhantes e do bem. Ao contrário, tem um Estado entupido de medíocres e salafrários. Deu no que deu. Precisaríamos de um Estado-guia, mas do bem!

Chega de lamentar a ausência de um líder político. Chega de esperar um Messias ungir da sociedade. Deixemos de personalizar a esperança e passemos a apostar num conjunto, num grupo, num time. Gente para tal não falta, mesmo que não as haja em tamanha abundância.

Espero, do fundo do coração, que este texto chegue às mãos de qualquer um destes expoentes que existem país afora, e que ao menos um deles leia e reflita sobre isto. Daí – quem sabe? – com um pouco de coragem, de atitude e de amor pelo país – ou ao menos por si próprio e família – decida fazer algo por todos nós.

Eu seria o maior ajudante de todos. Podem apostar!

* Ricardo Kertzman é consultor de marketing e vendas nacionais. (816)

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1 Comentário

  • Martim Berto Fuchs 1 ano atrás

    “Chega de lamentar a ausência de um líder político. Chega de esperar um Messias ungir da sociedade. Deixemos de personalizar a esperança e passemos a apostar num conjunto, num grupo, num time. Gente para tal não falta, mesmo que não as haja em tamanha abundância.”

    Este é o ponto. Para que os bem intencionados possam ser candidatos, os partidos políticos ter que ser extintos. E-X-T-I-N-T-O-S. A democracia não precisa dessas organizações criminosas como intermediárias, para ser exercida em sua plenitude.
    http://capitalismo-social.blogspot.com.br/2016/02/61-passos-para-implantacao-do-ante.html