Projeto Pima da Aracruz incentiva agricultura sustentável
Safra do primeiro semestre marca o quinto ciclo de aplicação do projeto
A Aracruz realizou no dia 12/4 a primeira colheita do ano referente à Produção Integrada de Madeira e Alimentos (Pima), sistema agroflorestal que promove o plantio consorciado do eucalipto com outras culturas. A atividade incentiva o uso sustentável do solo e já é aplicada nas plantações da Aracruz há três anos, beneficiando quatro comunidades do norte do Espírito Santo.
Foram cultivados milho, mandioca e feijão, e outras culturas estão em fase de testes. O Pima beneficia diretamente 57 famílias no município de Aracruz, promovendo ganhos para a comunidade de Cachoeirinha do Riacho, Santa Rosa e para o Assentamento Nova Esperança. Neste ano, a comunidade de São Geraldo, do município de São Mateus, também aderiu ao projeto.
Com o Pima, as famílias recebem orientações e suporte tecnológico para plantio das culturas, além da permissão para uso da terra da empresa, e se beneficiam com aumento da renda e incremento da alimentação.
Cada família fica responsável pelo trato da cultura e recebe 0,5 hectare em regime de comodato. São disponibilizados insumos básicos e treinamentos específicos para a capacitação dos associados, em parceria com engenheiros agrônomos do Centro de Desenvolvimento do Agronegócio (Cedagro). O consórcio se baseia em tecnologia de simples aplicação, na qual os plantios agrícolas são realizados de acordo com as condições climáticas, gerando duas safras anuais, em média. As culturas receberam adubações de plantio e cobertura de acordo com recomendações técnicas, levando-se em conta as análises do solo.
Aproveitamento sustentável
Criado em 1990 pela Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), em parceria com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, os Sistemas Agroflorestais (SAFs) agregam valores econômicos, ambientais e sociais à região onde é implantado. A utilização de uma mesma área com múltiplas culturas que possuem características agronômicas diferentes, especialmente quanto ao porte, ciclo e cobertura vegetal, possibilita a maximização do uso da terra, com ganhos econômicos e melhorias dos recursos naturais.
Combinando espécies arbóreas lenhosas (frutíferas ou madeireiras) com cultivos agrícolas e animais é possível usar com mais eficiência os recursos ambientais. As árvores têm a capacidade de absorver nutrientes de camadas mais profundas do solo, reciclando-os eficientemente e proporcionando maior cobertura e conservação desses recursos. Segundo pesquisas, os sistemas agroflorestais maduros tendem a manter ciclos biogeoquímicos em níveis próximos ao da floresta, auxiliando na manutenção de ciclos importantes como o da água, do carbono e do nitrogênio.
O Pima
Tomando como base os resultados de estudos e experimentos de campo previamente realizados em 2004 pela Aracruz em parceria com a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP), iniciou-se em 2005 a execução de projeto piloto de sistemas agroflorestais em duas comunidades selecionadas na região de Aracruz. Os principais objetivos foram testar os SAFs como um processo de integração sustentável entre a empresa e as comunidades vizinhas e demonstrar a compatibilidade entre a cultura do eucalipto e culturas agrícolas tradicionais.
O Pima da Aracruz já esta no seu quinto ciclo, totalizando três anos desde a sua implantação e beneficia diretamente 72 famílias, no município de Aracruz, norte do Estado do Espírito Santo, promovendo ganhos para a comunidade de Cachoeirinha do Riacho, Santa Rosa e para o Assentamento Nova Esperança. Esse ano mais uma comunidade do município de São Mateus aderiu ao projeto. Com o convênio, as comunidades passam a ter acesso a uma renda familiar mensal, sendo beneficiados pela promoção da capacitação que a empresa desenvolve, e também com o incremento da alimentação familiar (segurança alimentar). O programa também promove orientações e apoio para a diversificação da atividade econômica. |